SUPERAVIT

O BANCO DO BRASIL TEM UM NOME A PRESERVAR

A burocracia que encontrei para obter o endereço da Direção Geral valeu-me a idéia de publicar aqui as palavras que gostaria de dirigir ao Banco, sobre a questão do superavit.

Hesito em colocar no mesmo plano o Governo Federal, os diretores da PREVI, da ANABB e do BANCO. Chegaram-me informações de que a direção do BB gostaria que as coisas fossem diferentes; mas a pressão do Governo teria sido muito forte. Sinto uma ingênua vontade de acreditar nisso. Uma das razões é que, embora o silêncio de quem se encontra no comando direto do Banco sugira intenção diversa, ainda resta o capítulo do re-alinhamento para que parte das distorções consignadas possam ser corrigidas. E os senhores da situação, assim como nossos até agora pseudo-representantes, podem estar preocupados com o percentual de respeito de que também necessitam. Outro aspecto é que se há uma instituição que pode sensibilizar o Governo essa é justamente o Banco, que, provavelmente, pode não querer sair dessa história como o grande vilão. E já é bem negativo o estigma que o Patrocinador de nosso fundo de pensão começa a carregar. Seus diretores deveriam fazer ver ao governo que o Banco não pode subestimar o capital de inteligência e probidade de seu plantel de aposentados. E os aposentados necessitam exibir às instituições que dizem representá-los sua capacidade de capitanear uma campanha consistente e capaz de acordar em todos uma consciência suficientemente desenvolvida, para protestar com sabedoria e dignidade contra a violação de direitos consolidados em letra de Lei e de estatutos previdenciários.

No final, todos, de um lado e de outro, seria bom se levantássemos a bandeira branca da paz. Hoje, porém, a adjetivação pesada de muitos cabeças brancas é compreensível e profundamente terapêutica. Não fora o espaço oferecido pelo Blog Previplano1, pos-sivelmente muitos não suportariam a tensão vivida por conta da questão do superávit. E a palavra fulminante de João Rossi atinge o alvo como uma flecha certeira. “A boca fala da abundância do coração…”. Marcos, João, Edgardo e Aristophanes externam o que têm por dentro, sem dissimulações. Mas, em suas estocadas, segura a espada um espírito avançado de justiça e solidariedade. Precisamos de homens assim, na mesa de negociações. Difícil, é verdade. O tal Termo de Compromisso não permitirá outros representantes senão aqueles que o assinaram.

­Já as posições da cúpula da PREVI e da ANABB foram realmente lamentáveis. Ambas poderiam sim ter ensaiado uma reação positiva contra o tratamento dispensado aos aposentados e pensionistas. Afinal, para que existem? Para dizer amém, nada mais? Quanto ao governo, esse podemos criticar à vontade, porque é de lá que as injustiças partem. Governo bom é exceção – não de exceção. A regra é a ganância, o pragmatismo exacerbado e a banalização do desrespeito. Maquiavel é o deus encarnado dos príncipes e dos políticos…

“CARTA ABERTA À DIREÇÃO GERAL DO BANCO DO BRASIL

Mercês (MG), 29 de janeiro de 2011.

Senhor presidente e demais diretores,

Extrema pretensão que um simples funcionário aposentado, sem qualquer outra credencial, venha dirigir-se aos senhores, nos presentes termos.

No entanto, não seja o fato interpretado como falta de respeito, o que absolutamente não faz parte da intenção do signatário. O que se deseja aqui é tão somente manifestar uma preocupação e uma insatisfação com referência à atitude geral dos gestores de nosso fundo de pensão, neste episódio dos superávits.

Distantes dos centros e das mesas de decisões, circulam notícias sobre distorções e injustiças aparentemente cometidas pelos dirigentes da Previ, na administração anterior. O Banco praticamente não se pronuncia sobre o assunto. E, como é amplamente sabido, dizem juristas e aposentados bem informados que a Resolução 026 contraria frontalmente as leis que regem a matéria. Segundo tais vozes, conforme definem claramente os estatutos da Previ, os recursos superavitários daquela Entidade pertencem a seus assistidos.

Fala-se ainda que a abertura para re-alinhamento do Plano 1 não teria passado de hábil sugestão no sentido de direcionar o voto incauto para a aprovação do acordo. Diz-se também que, se a Resolução 026 não permite concessão de benefícios definitivos, há medidas temporárias, eficazes, legais e justas, para distinguir os aposentados do pessoal da ativa e dos que receberam o Renda Certa imerecidamente. Ou em algum artigo dos estatutos do Fundo recomenda-se distinção previdenciária a associados não assistidos?

Desse modo, tem sido possível perceber uma inconsistência crescente em tudo que diz respeito ao superavit. E realmente não parece justa a forma como o direito de manifestação foi concedido aos principais interessados.

Se tudo isso é verdade, não estaria o Banco colocando assim o pé na própria armadilha? A expressão é forte; mas é o que se comenta.

Ao limitar a 20% o direito dos que se aposentaram, e confirmar, por omissão, as milionárias distribuições efetuadas aos que trabalharam além do tempo necessário, o Patrocinador estaria assinando embaixo do erro cometido pela Previ. Ou o Banco autorizou a medida, por alguma razão que desconhecemos? Se todas as partes consideradas têm direito à devolução, como agora o Banco passou a reconhecer por escrito, a quem pertence, pelo menos, a prioridade? Fundo de pensão não é para aposentados? Se o Banco entende que estes têm direito à restituição, por que limitá-la a 20%, enquanto (relativamente aos que permaneceram na ativa) não exigiu da Previ a fixação de, pelo menos, um teto vinculado à existência de saldo para contemplação dos demais?

Na razão inversa do direito ora reconhecido, para uns o mínimo, para outros o máximo! E por que razão os funcionários da ativa estão dispensados da contribuição mensal, até fazendo jus, por antecipação, aos mesmos benefícios dos aposentados? Que tribunal se arriscará a referendar uma distribuição estranha como essa, em um clima de insatisfação e denúncias generalizadas? Se isso ocorrer, a condição humana dos senhores juízes não terá rompido com o sentido superior de justiça que deve animá-los? Não é assim que começa a se desfazer o Estado de Direito? Até agora, somente o direito dos assistidos é tido como legítimo, cristalino, inquestionável. Ironicamente, justo esse segmento tem manifestado contundente e bem fundamentado repúdio ao acordo, estrategicamente montado para resultar na aprovação de uma maioria pré-fabricada, conforme se difunde.

Com efetivo poder de decisão sobre o destino dos recursos, até poderia ser da vontade dos aposentados conceder ao Banco uma parte do superávit, como reconhecimento pela ajuda que, no passado, efetivamente dispensou para criação e manutenção da Previ. Assim fosse, e ao Banco se oferecessem 20% do valor a distribuir, os senhores achariam razoável a proposta e fechariam um acordo? Essa, a situação em que se encontram agora os assistidos. E todos que estudam minuciosamente o caso consideram lesivo o percentual imposto. Os adjetivos mais suaves são estes, em itálico, segundo comentários indignados que circulam pela internet.

Procuro aqui exercitar um distanciamento razoável, para analisar a questão da forma mais imparcial possível. Difícil, uma vez que também me encontro entre os aposentados da Previ, há quase vinte anos. Infelizmente, contudo, não me tem sido possível compreender a atitude do Banco, que sempre defendi, em minha vida profissional, sob todos os aspectos. A orientação é do Governo, claro; mas não há como entender porque Governo, Banco e Previ arriscam uma exposição negativa diante da opinião pública e até do sistema financeiro internacional, em cuja direção muitos insatisfeitos já se movimentam.

Sempre entendemos que ao Banco cabe a pacificação da grande família por ele próprio criada. Como pode agora fechar os olhos a essa discórdia progressiva que já se alastra para fora da própria Casa? A quem interessa tamanha mostra de tanta decisão polêmica?

Não será que o Banco se equivoca nessa política divisionista? “Todo reino dividido contra si mesmo não subsiste”. Aquiles também tinha calcanhar. Golias se deu mal. A história não autoriza os gigantes a confiar excessivamente na própria força. E é desse tipo a impressão que o Patrocinador do Fundo passa agora aos que se sentem prejudicados. Por que não se dialoga diretamente com esse segmento de insatisfeitos, hoje autenticamente representados apenas pela AAPREVI e por alguns outros movimentos nascentes, como a UNAP, por exemplo?

Os aposentados começam a falar em direcionar seus interesses para outros bancos. Associações que já não privam da confiança de seus afiliados poderão assistir a uma grande debandada para outra entidade capaz de traduzir melhor as expectativas dos insatisfeitos.

O GRITO DOS CABEÇAS BRANCAS já se espalha pela internet (blogs e, agora, twiter e orkut) e chega até as lideranças do sistema financeiro internacional. Não demora, entrará no assunto a grande imprensa, privatista por excelência e que nunca morreu de amores pelo Banco.

Mas há algo que nos une: somos todos contrários à privatização do Banco?… Ou não?

Com respeito, insatisfação crescente e muita preocupação,

PAULO ROBERTO BRANDÃO DA MOTA

8.174.700-4 ”

Nota: O texto acima foi também encaminhado ao Banco, por e-mail, em 14.12.10.

  1. #1 por Edgardo Amorim Rego em fevereiro 1, 2011 - 7:03 am

    Paulo
    Também percorro seu blog todos os dias. Sensibiliza-me o valor que o colega empresta às opiniões que publico nos diversos sites de nossas associações, aquelas, é claro, que cultivam a liberdade de opinião e de expressão e oferecem espaço democrático para o debate. Intimamente sinto repulsa não tanto ao compartilhamento do superávit com o Banco do Brasil, mas, isso sim, e muito mais, contra a forma ilegal como ele é praticado. Leia o último texto, que escrevi ontem, e já está publicado no blog da AAPPREVI. A própria PREVI já demonstrou, no ano de 2004, em publicação por ela encampada, que o compartilhamento segue normas à margem da Lei, da Constituição e do Estado de Direito. No próximo texto comentarei aspecto ainda mais estranho a todo esse processo de desmantelamento marginal da Previdência Social. Não concordo com essa forma marginal de favorecer o Banco do Brasil. Acha-se que a Previdência Social é anacrônica? Mude-se a Constituição e a Lei. Isso é que é Estado. Isso é que é Sociedade. Atente, porém, para um aspecto: será mesmo que a Previdência Social, ou mais amplamente, será mesmo que a Seguridade Social, tal qual se expressa em nossa Constituição, está errada? Não é assim que pensa a maioria dos grandes mestres atuais da Economia… Acha o amigo que países emergentes são eficientes simlplesmente porque pagam US$1,00 por dia de trabalho? Isso está correto, a exploração do trabalhador? Ou simplesmente temos medo do poder militar? Paulo, para por aqui. Fica, todavia, minha admiração pelo conteúdo substancioso e a forma literária belíssima de seu texto.

  2. #2 por Marcos Cordeiro de Andrade em fevereiro 1, 2011 - 10:03 am

    Caro Paulo Mota.

    Meus cumprimentos pelo belo e oportuno texto, que nos chega num momento crucial do fim de vida de todos nós, aposentados e pensionistas dependentes da Previ.
    Pouco me sobra dizer depois da feliz interferência do ilustre e letrado Colega Edgardo Amorim Rego.
    Mas arrisco-me a acrescentar algo mais.
    É lamentável que espaços criados para enaltecer e defender os parâmetros e funções da nossa Caixa de Previdência se voltem contra ela, pelo que lá acontece de nebuloso e obscuro. Sabíamos e confiávamos que o Estatuto regente do nosso Fundo até bem pouco se prestou a mantê-lo no rumo traçado pelos seus idealizadores, nos idos de 1904. Todavia, por conter brechas não detectadas ao tempo da sua feitura, hoje essa norma está vulnerável e ultrapassada por permitir intromissões condenáveis no tratamento dado aos verdadeiros e legítimos beneficiários da sua ação primordial, que é o amparo legal e legítimo aos assistidos de forma igualitária ao sabor dos direitos adquiridos.
    Talvez por isso os blogs bem intencionados proliferem salutarmente, visando conscientizar o volumoso contingente de participantes e assistidos do PB1, da Previ, alertando-os para o que de condenável acontece em seus domínios.
    Ao que se deduz ser importante a credibilidade dada aos que gratuita e voluntariamente comparecem a esses blogs com seus textos elucidativos, pois, muitas vezes com denúncias contundentes, os autores se prestam ao indispensável papel de vigilantes da Previ e do patrimônio guardado, garantidor das aposentadorias e pensões instituídas.
    Mas, como nada é perfeito, falta-nos apenas descobrirmos a pedra de toque que produza a união dessas lideranças reconhecidamente desinteressadas e positivamente produtivas.
    No momento em que os Blogs e seus instituidores se unirem em torno dos seus colaboradores bem intencionados, certamente essas vozes ganharão o volume necessário e suficiente para se fazer ouvir em todos os setores da sociedade – e dos poderes que a compõem. E chegará o dia em que os desmandos praticados contra o patrimônio da Previ e seus beneficiários chegará ao fim.
    Tenho fé em Deus que esse dia está próximo.

    Atenciosamente,

    Marcos Cordeiro de Andrade

    Curitiba, 01 de fevereiro de 2011.

  3. #3 por Paulo Motta em fevereiro 1, 2011 - 11:38 am

    Edgardo,

    Também devo dizer-lhe que não perco um só de seus textos. Por eles, é possível conhecer a história e os fins dos fundos de pensão a partir das reflexões técnicas, e até filosóficas, com que você embasa seus argumentos. O assunto é contemplado, então, a partir de uma fonte de que pode realmente fluir um conhecimento consistente e potável para quem se propõe a atuar positivamente na democratização das informações que um blog divulga. Para mim, é uma honra saber que acompanha os textos que escrevo um pensador de seu porte, a nós apresentado pelo Marcos como um mestre, e realmente o é. Li seu último post, todo ele muito interessante. Destaco este pensamento, que sempre existiu em minha consciência, embora nunca aflorado de forma tão concisa e objetiva: “…a sociedade brasileira, na questão de PREVIDÊNCIA SOCIAL, NÃO FAZ PARTE DO ESTADO BRASILEIRO, É-LHE MARGINAL, OFICIALMENTE MARGINAL…” Parece-me que aí você sintetiza todo seu pensamento a respeito do assunto. E somos todos marginais, Edgardo, nós, os que não permitimos que os poderosos façam nossa cabeça. Cristo, o Mestre maior, foi um grande marginal, em relação ao pensamento religioso distorcido dos senhores de seu tempo. Pesquisei-lhe a vida por trinta anos e escrevi o livro “JHASSUA (Rássua), O Cristo Censurado”, a partir, principalmente, de textos marginais. O resultado foi o surgimento de um personagem extraordinário, maior ainda que aquele que a Bíblia nos apresenta parcialmente.

    Um grande abraço,

    Paulo Motta

  4. #4 por Paulo Motta em fevereiro 1, 2011 - 7:56 pm

    Marcos,

    É muito bom merecer a atenção de pessoas como você e o Edgardo. Vocês nos lembram de que o velho Banco do Brasil ainda está vivo. Essa enxurrada de denúncias que começaram a surgir, e que conheci através do Previ Plano 1, revela uma ruptura abissal entre o que era o BB de Outrora e o de hoje. Naquele tempo, orgulhávamos-nos de pertencer ao Banco. Hoje, nosso orgulho maior é fazer parte da AAPREVI. Mas a esperança, algumas vezes nos torna ingênuos. Ainda acredito que o Banco do Aurílio sobrevive oprimido dentro de alguns de seus dirigentes e funcionários, talvez poucos, da geração atual. Possivelmente seja isso apenas uma crença produzida pela vontade de vê-lo como uma casa financeira séria e respeitada, não apenas pela sociedade como também por seus servidores e aposentados, e que pratica a justiça, a verdade e a intenção pura, antes de se entregar apenas ao apetite pelo lucro a qualquer custo. Existe o lucro digno, honesto, ou os comunistas estão certos? Existe uma organização séria e acreditável ou estão todas perdidas em irregularidades e distorções intermináveis? Existe o que criamos. Em frente, Marcos. Você levantou uma nova bandeira. Fazemos coro. Nossa voz será ouvida. O que nos faltava, começou a surgir e crescer. Hoje, podemos confiar na instituição que nos representa, em verdade e em direito, enquanto vamos dizendo, serenamente uns, indignadamente, outros: Acorda, Banco do Brasil; cuidado, PREVI; adeus, ANABB…

  5. #5 por Euclides M Dalmarco em fevereiro 2, 2011 - 5:13 am

    A UNIÃO está se formando e a esperança começa a germinar.

  6. #6 por Euclides M Dalmarco em fevereiro 2, 2011 - 6:10 am

    Por favor, como posso adquirir o livro “JHASSUA (Rássua), O Cristo Censurado”?

    Att
    Euclides.

  7. #7 por ANTONIO AMERICANO DO BRASIL BORGES em fevereiro 2, 2011 - 9:13 am

    Prezado Paulo,
    somente hoje tomei conhecimento do seu blog através do site da AAPPREVI.
    É bom saber que há outros colegas preocupados com nossa situação.
    Acho que devemos tentar excluir a ANABB das futuras negociações como nossa representante. vez que o papel da mesma é defender o BB, como então confiar em tal associação?
    Atenciosamente
    Antonio Americano

  8. #8 por Leonidas Arapaho em fevereiro 2, 2011 - 10:09 am

    Caro Paulo,

    Parabéns pelo seu blog !!!

    Acatando sua sugestão de nos associamos à AAPREVI , ESTOU ME INSCREVENDO AGORA.

    Quanto à ANABB, estou me “DESASSOCIANDO”, pois a mesma defende unicamente os interesses do BB, ainda que contrarie os interesses dos associados. CHEGA, ANABB, CANSEI E TÔ FORA !

  9. #9 por superavitsprevi em fevereiro 2, 2011 - 5:08 pm

    Euclides,

    O livro JHASSUA deverá ser publicado dentro de algumas semanas, espero. Mas, se você me passar seu e-mail, posso enviá-lo gratuitamente, para leitura virtual. Seguem-se alguns trechos
    do que você vai ler:

    “CAPÍTULO I

    Por trás da história…

    No momento em que o olhar profundo do procurador romano encontra a mirada serena do
    profeta judeu, uma centelha de dor e de luz rasga subitamente a alma pagã e incrédula do
    poderoso representante de César.”

    * * *

    “– E o que é a verdade que pode assim valer-te a vida, Profeta? Muitos homens de bem, em todo o mundo, sempre encontraram uma forma de ser verdadeiros sem terminar sob a espada de seus inimigos.

    – Deves repensar o que disseste, senhor governador. Conheces tu alguém que tenha desmascarado os poderosos de seu tempo e haja morrido na paz de seu leito?”

    * * *
    SINOPSE:

    “… O Novo Testamento, contendo apenas o nascimento, os doze anos e o ministério público, pode ser apresentado como obra de fé, não como texto integral. Não foi adulterado; mas faltam-lhe partes importantes. Onde então procurar a pedra do ângulo? Em tudo que se descartou. A conciliação dos fragmentos censurados recompõe a história.
    Pontificam nesta obra, a Santa Aliança (criada pelo Mestre e financiada por potentados hebreus e árabes), o exército que garantiria sua coroação (por ele contido no final) e uma outra face de Maria de Mágdallo (espírito evoluído e ardente, e não a pecadora vulgar que a história nos trouxe). Pilatos e Judas (…) seriam também personagens injuriados que a humanidade deveria resgatar”.

    Seja qual for sua tendência religiosa, ou espiritualista, ou filosófica, vale a pena conhecer
    JHASSUA.

    Um abraço,

    Paulo Motta.

  10. #10 por superavitsprevi em fevereiro 2, 2011 - 5:17 pm

    Antônio Americano,

    Não haja dúvida, a frase do momento para todos nós que combatemos sob a bandeira do Marcos é: “Adeus, Anabb…” Obrigado pelo comentário. Este blog foi criado para ajudar no
    trabalho do Marcos. Não o conheço pessoalmente, Mas, pelo que escreve, podemos ter a certeza de que encontramos um grande líder para nossa causa. Vamos sim ajudar a AAPREVI a crescer. E muito!

    Um abraço

    Paulo Motta.

  11. #11 por superavitsprevi em fevereiro 2, 2011 - 5:36 pm

    Leônidas,

    Pelo nome que tem, você deve conhecer aquela passagem dos atenienses enfrentando com 300 homens um exército muito maior. O general inimigo gritou: “Somos tantos, que cobriremos o céu de flechas”. Se não me trai a memória, seu chará respondeu: “Melhor, combateremos à sombra…”. Hoje, subestimam-nos, porque somos poucos e sem recursos. Mas vamos crescer e lutar. E que nossa luta seja limpa, honesta, sem golpes baixos. Quem assim peleja já vence a primeira batalha, aquela que nossos representantes perderam: a da dignidade. Agradeço seu comentário, que muito me honra por saber que consegui mais uma filiação para a AAPREVI. Vamos em frente, amigo.

    Um grande abraço,

    Paulo Motta.

  12. #12 por Euclides M Dalmarco em fevereiro 3, 2011 - 5:07 am

    Prezado Paulo,

    Acabei de informar meu e-mail no campo RECEBER NOTÍCIAS. Aguardo, desta forma, o envio de JHASSUA.

    Muito Obrigado
    Euclides.

  13. #13 por superavitsprevi em fevereiro 3, 2011 - 12:06 pm

    Euclides,

    Está em seu e-mail. O livro enaltece o Cristo e afirma sua origem divina. Mas é denso e revelador. Estivesse escrevendo na Idade Média, meu destino certamente seria a foqueira.
    Por favor, acuse recebimento.

    Um grande abraço,

    Paulo.

  14. #14 por Euclides M Dalmarco em fevereiro 3, 2011 - 2:45 pm

    Prezado Paulo,

    Recebi e vou iniciar a leitura daqui uma semana. Agora estou às voltas com mudança de residência.

    Muito Obrigado, mais uma vez. Após concluída leitura dou retorno.

    Att
    Euclides.

  15. #15 por Juarez Barbosa em fevereiro 4, 2011 - 7:40 am

    Paulo,

    Mais uma vez quero parabenizá-lo pela excelente matéria produzida e publicada em seu Blog. Fiz questão de destacá-la também no meu Blog, na coluna “Recomendo a leitura”.

    Diz o ditado “o tempo é o senhor da razão”.

    Com profunda tristeza afirmo que o outrora glorioso Banco do Brasil vem também sendo dilapidado por agentes que acreditavam que o neoliberalismo fosse a salvação de nosso país e do mundo. A recente crise mundial desmascarou de vez esta corrente de pensamento merecidamente. O humanizado senhor “Mercado” não foi e nunca será capaz de promover o bem estar social do povo terrestre, muito pelo contrário, ele é o destruidor dos valores morais cristãos. Valoriza a promoção dos lucros exorbitantes em detrimento à valorização que deve ser dada ao trabalho produzido pelas pessoas.

    E o nosso outrora glorioso Banco do Brasil deixou também de valorizar o seu competente corpo funcional, que vem sendo colocado prá fora dele através de políticas de terror e de terra arrasada (vide programas de demissão “voluntária”).

    Como pode seus incompetentes gestores de ocasião, a partir de Collor de Melo, acharem que substituindo a mão-de-obra “cara” e imerecidamente classificada de “incompetente”, através do “novo rosto”, por mão-de-obra barata e de competência questionável. Como poderiam estes novos funcionários, agora sem os benefícios dos mais antigos, produzir mais e melhor do que aqueles? E convivendo no seu dia-a-dia com tal injustiça. Desenvolvendo muitas vezes as mesmas atividades de um colega seu de setor, porém mais antigo, e recebendo muitas vezes menos do que a metade deste.

    Atualmente os novos funcionários, chamados de “genéricos” pelos mais antigos, “finjem que trabalham com dedicação para o Banco e este também finje que paga bons salários a eles”. A maioria deles, entretanto, só estão ali trabalhado, enquanto não “arrumam um emprego melhor”, com certeza absoluta.

    E os reflexos inevitáveis de tal errônea política adotada pelo Banco do Brasil, com relação a seu pessoal e seus negócios, estão aí com clareza cristalina.

    E é também por isso que ele começou de maneira inescrupulosa a investir contra o patrimônio da nossa Previ, tentando cobrir os outrora lucros produzidos pelo seu competente corpo funcional integralmente dedicados à casa e sua correta participação no desenvolvimento econômico de nosso país, pelo pouco ou inexistente lucro auferido por adotar em sua filosofia gerencial empresarial, as práticas falidas da filosofia neoliberal.

    É isto que penso sobre o atual Banco do Brasil. S.m.j.

    Um fraterno abraço do admirador de seu trabalho em prol de nossa causa.

  16. #16 por superavitsprevi em fevereiro 4, 2011 - 3:56 pm

    Juarez,

    Obrigado pelas palavras de apoio.
    E sobre sua reflexão a respeito dos efeitos deletérios do neo-liberalismo nas economias modernas, acho também que é por aí mesmo. O mercado por si só não pode regular-se. Há que haver alguma liberdade, sim, para os entes econômicos agirem e quebrarem a linha dura do unitarismo ideológico. Mas não dessa forma irresponsável, permissiva, libertária. Liberdade não é isso. Liberdade implica em responsabilidade. A responsabilidade só pode ser percebida a partir do meio, não dos extremos. O Estado não pode ser nem mínimo nem máximo. Entre o 8 e o oitenta, existem 72 números, para se exercitar a moderação. O Estado médio é o ideal. Parece-me estranho como os teóricos de esquerda e de direita estudam, estudam e não percebem a verdade primária que embasa essa sabedoria acumulada pelo senso comum: o ideal está no meio. O socialismo possui aspectos fundamentais para a estabilização das sociedades, se praticados em momentos e doses corretas. O capitalismo propicia a liberdade necessária para realização do espírito humano. Aos radicais de ambos os lados, não faltaria um pouco de disponibilidade para o ecletismo, no sentido de que se possa construir o estado ideal? Veja você como pode funcionar bem uma empresa de economia mista, onde as duas categorias de capital, público e privado, coexistem para formar uma estrutura sólida. O exemplo é o Banco. Ou, melhor seria dizer, ERA o Banco, esse Banco que os autais administradores estão trabalhando inconscientemente para descontruir. Em todas as atividades, revela-se inquestionável a necessidade de um núcleo central de comando. No aspecto social, político e econômico, somente o Estado pode fornecer essa base central. Para tanto, deve possuir consistência e força. Mas, sobretudo, sabedoria, noção de justiça e legalidade, também, para não desembocar na praia suja das ditaduras. O problema é que o homem é tão sensível à corrupção que, não importa o sistema, tudo lhe parece passível de degeneração.

    Desculpe, amigo. Não consigo parar a mente, quando o assunto é esse que você propôs. Tudo que disse aqui não são exatamente conclusões; mas apenas impressões. Confesso que, em verdade, nunca consegui ter uma visão pronta e acabada dessas questões ideológicas; embora já tenha consolidado uma posição contrária ao neo-liberalismo. Essa palavra me lembra os fernandos-henriques, os maílsons-da-nóbrega e os sasserons da vida…

    Fraterno abraço.

  17. #17 por Paulo Motta em fevereiro 5, 2011 - 2:52 pm

    Olá, Maria Lobo,

    Seu comentário passou-me despercebido. Somente hoje, relendo os posts, deparei-me com ele. Procuro não deixar nenhum sem resposta, pois é justamente essa interação entre todos nós o que temos de melhor para consolidarmos nossa união em torno de nossa causa comum. E você achou a expressão que eu procurava, há tempos: UNIÃO VIRTUAL. A idéia agora é concentrar nossos esforços pelo crescimento da AAPREVI. E a coisa tá pegando! Veja os comentários do post VAMOS TRABALHAR, de 30.01.11, no blog Previplano 1. É realmente muito emocionante esse contacto com gente como nós, que não conhecemos pessoalmente, mas com quem podemos nos relacionar virtualmente, sabendo que somos todos parecidos em nossas aflições e nossa história de vida! Quando a AAPREVI for uma associação grande, poderemos ter certeza que nossa voz será ouvida e nossos direitos plenamente reconhecidos. A palavra de ordem agora é essa UNIÃO VIRTUAL. Através da AAPREVI é que ela pode expressar todo o poder latente na revolta dos CABEÇAS BRANCAS, como também daqueles que já enbranquecem prematuramente seus cabelos sofrendo nas agências a transformação impiedosa que lhes vem sendo imposta. O Banco não era assim e não precisa ser assim. É preciso acordar o gigante, não para combatê-lo, senão para que perceba a existência de outros melhores e mais corretos caminhos para se adaptar às mudanças que a economia globalizada está exigindo. E nós temos força para isso.

    Um abraço no coração.
    Paulo Motta.

  18. #18 por luiz augusto portilho magalhães em fevereiro 6, 2011 - 12:34 pm

    Marcos,

    Acabo de acessar seu blog. Se possível, gostaria de receber, por ser um assunto que muito me atrai, cópia de seu livro JHUSSUA.

    Fraternal abraço,

    Luiz Portilho

  19. #19 por luiz augusto portilho magalhães em fevereiro 6, 2011 - 12:38 pm

    Paulo,

    Desculpe por ter me dirigido a você, mencionando o nome do colega Marcos da AAPPREVI.
    é o subsconsciente atuando, pois acabei de acessar o blog PREVI PLANO 1.

    Luiz Portilho

  20. #20 por Paulo Motta em fevereiro 6, 2011 - 10:56 pm

    Luiz,

    Chamar-me de Marcos é honrar-me! Não conheço a fera, mas tenho por ele uma grande admiração, por tudo que escreve e revela de si mesmo. Se há alguém que pode nos representar com seriedade absoluta nessa questão do superavit, essa pessoa é ele.

    Quanto ao livro JHASSUA, preciso que me mande seu e-mail, para que lhe mande uma cópia virtual. Estou em contato com uma editora, para publicação e isso ainda leva mais de um mês.

    Mande o e-mail, que envio para você. Meu endereço: motta.paulob@gmail.com

    Paulo Motta.

  21. #21 por edmílson lopes de sousa em fevereiro 13, 2011 - 3:32 pm

    obrigado.

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