A SÍNDROME DOS GIGANTES

A SÍNDROME DOS GIGANTES

PRELÚDIO

Verão de 1967. Agência BB Santa Maria do Suaçuí (MG). O responsável pela limpeza dos sanitários já não faxina o recinto, não cuida da troca diária do material usado, não retira a poeira e assim por diante. Os funcionários vão deixando a coisa acontecer e atirando papel higiênico pra todo lado. O lugar vai ficando um horror só. Um dia, no espelho, está gravada esta frase, tão válida e atual quanto o Axioma de Lavoisier e o Teorema de Pitágoras:

“NADA TEM MAIS ADEPTOS DO QUE UMA ESCULHAMBAÇÃO…”

Peço desculpas pelo mal humor de hoje. Sempre procuro ser tolerante e compreensivo com meus adversários, detratores e inimigos, se os tenho, porque sempre acreditei que, tanto quanto eu, também eles tem lá suas razões. Mas essa historinha de hoje é sobre um fato que bateu a paciência, talvez em face das vivências parecidas que nos têm perturbado a todos nós, aposentados e pensionistas, detentores de direitos desrespeitados, ignorados, pisados e esculhambados.

Não somente o Governo, o Banco, a Previ e a Anabb, nossos conhecidos e destemidos cíclopes dormem seu sono profundo de completo alheamento aos problemas que afligem àqueles a quem deveriam dispensar seus melhores cuidados. Há outros colossos sonolentos soltos no pedaço.

Dizer que o Governo do PT muito tem feito pelo povo não é reproduzir uma verdade integral. O que seus programas assistencialistas fazem, embora tenha melhorado a vida de muitos, é verdade, equivale àquelas migalhas que sobram para os cães, sob as mesas fartas dos comensais de cima – um aparte para lembrar que o Governo PSDB era pior. Os governos, na verdade, fazem muito é por si mesmos. Também já estive no poder executivo e sei como é a vida do outro lado do balcão de compra e venda de votos, de onde me evadi por não tolerar o mau cheiro das consciências de boa parte dos circunstantes. Para se ter uma idéia do quadro, basta vermos o oceano de escândalos que inunda o cenário político nacional, em que só vemos más notícias para compensação dos impostos que pagamos, enquanto os parlamentares seguem tranquilamente aumentando seus salários em percentuais inimagináveis para os trabalhadores. Basta também lermos as informações veiculadas pela mídia sobre o montante, em bilhões, que a corrupção consome neste estranho lugar que De Gaulle disse não ser um país sério. Na realidade, o general falou demais. Não precisava da palavra sério…

O Banco, bem, o Banco não sabemos mais aonde quer chegar em seu gigantismo crescente, ao que tudo indica à custa também de nutrientes estranhos àquela que deveria ser sua tradicional, única e recomendada dieta: o lucro gerado pela competência de seus administradores e funcionários, e não as sobras de caixa de nosso fundo de pensão.

A Previ, essa das flores e das rosas, tão crescida e ajardinada, já não mais enxerga cá em baixo, onde se arrastam supostos assistidos seus, aposentados e pensionistas abandonados, muitos, a degradantes benefícios mensais pingados em suas contas correntes.

A Anabb, outra gigante milionária, não serve a seus pequenos componentes, senão ao grande patrão, como rezam os próprios estatutos daquela entidade, e como é hoje voz geral entre funcionários ativos e aposentados E agora me aparece uma tal de HP – Hewlett-Packard, gigante do mundo das impressoras, em seu profundo sono letárgico de total desrespeito a seus clientes, para atormentar meus dias de pequeno empresário.

Guardem bem o nome: HP – HEWLETT-PACKARD. Bonito, não? Aportou aqui no Brasil, originária não sei bem de onde e montou uma curiosa e muito eficiente forma de zombar de seus clientes, embora saiba de fato produzir equipamentos de alto nível. Vendeu-me uma impressora no valor de R$ 885,00 (pagos antecipadamente) modelo PROFESSIONAL, em dezembro de 2010, que aqui chegou esparramando tinta pra todo lado. Comunicamos o fato imediamente à vendedora, que nos pediu 48 horas para tomar uma providência. Dai até hoje, foram cerca de uma dezena de telefonemas, invariavelmente respondidos da mesma forma, depois de largo tempo, por seus robôs treinados e seus discursos decorados: “Senhor, obrigado, por esperar. Realmente, em sua ficha consta um atraso no atendimento a sua reclamação. Dentro de 48 horas, você receberá um ticket autorizando a remessa do equipamento via correios…blá, blá, blá e blá, blá, blá…” e nada de ticket, depois de 100, 120, 150, 200, 300 horas. Nossos pedidos para falar com algum supervisor ou gerente são prontamente descartados. As excelências não atendem clientes mortais. Engraçado, sou o administrador de minha loja e falo tranquilamente com os atendentes da HP, sem nenhum complexo de superioridade. O Departamento de Vendas da gigante diz que nada pode fazer, mesmo diante da informação, educadamente anunciada, de que não nos resta senão processar a empresa e divulgar pra toda parte, com engenho e arte, se possível, a suprema incompetência e o extremo descaso da HP.

É a síndrome dos gigantes. Aquela mesma que atacou Mubarak, lá no longe egito. É o virus do poder exagerado, da grandeza sem limites que o capitalismo permite, aquele que obceca, seda e cega os grandes e poderosos. Isso sempre existiu por aí. Mas, atualmente, parece, o mal em causa assume ares de pandemia. Vale a pena ler Eduardo Galeano, “Patas Arriba” (La Escuela del Mundo ao Revés – Mãos ao alto! (A Escola do Mundo ao Contrário)”, para se ver até que ponto os gigantes já dominaram o planeta, e o público pagante quase nenhuma consciência tem de seus estragos no mundo.

A espiritualidade tem dito que está chegando o fim do reinado dos grandalhões. Mas o mundo capitalista dos poderosos – não por ser capitalista, fosse comunista da mesma forma se comportaria – nunca teve tempo nem interesse algum pelos assuntos transcendentais e não têm a menor consciência de que podem estar com os dias contados, se permanecerem trabalhando para construir essas estruturas de injustiças e desigualdades em que vêm se deliciando do alto das imensas fortunas e dos gigantescos poderes que acumularam em cima da ingenuidade dos povos.

Meus amigos, se não quiserem passar raiva, muita raiva mesmo (!), não adquiram produtos HP. São muito bons enquanto não apresentam defeitos. Se isso ocorrer, podem jogar no lixo. Ninguém lá vai querer saber de vocês, principalmente se o equipamento adquirido estiver dentro do tempo de garantia.

Não tem jeito. Nem com muita reza braba a coisa funciona. Vamos ver se a justiça consegue. Quero R$ 9.000,00 de indenização, pelo lucro cessante e depesas incessantes de três meses. As encomendas se desfizeram. As aranhas se divertem em cima dos pedidos. O produto se auto-intitula PROFESSIONAL…

Procurei meu advogado para instruir uma ação contra a HP – a coisa se chama ATERMAÇÃO. É gratuita. O nobre, jovem e competente Dr. Ricardo, meu amigo particular, falou-me assim: Que bom! Estamos juntos. Também estou aqui preparando minha documentação contra a HP, pelo mesmo motivo: “meu equipamento novo não funciona, o ticket não chega, os serviços acumulam, a raiva aumenta…”, e por aí afora…

Isso não é um assunto de interesse apenas pessoal, como pode parecer. Todos nós estamos expostos ao ataque dessas enfermidades que vêm se tornando cada vez mais agressivas nos tempos modernos.

Mega-empresas-modelo, como o Banco do Brasil, e instâncias de lei superiores, como os tribunais , não podem ser contaminados pelo vírus da desordem, para que nós, cidadãos comuns, como nos chamam, possamos acreditar na boa intenção das cúpulas administrativas das grandes instituições e na blindagem moral dos homens que conseguem chegar ao topo da ordem jurídica de uma nação.

Como discípulo da Velhinha de Taubaté (alguém se lembra da figura?), gostaria de permanecer descansando na santa ingenuidade daqueles que se recusam a abrir os olhos e mirar o pântano em que o mundo moderno começa a mergulhar. O Problema é que artigos contundentes como esses do Marcos Cordeiro, “A MALDIÇÃO DE SAUÍPE” e “ASSÉDIO DO MAL”, não nos deixa mais dormir em paz o sagrado sono dos que não querem saber de nada. Outro problema também é que acabamos descobrindo que somos dos que querem e preciam saber. E as palavras de Marcos lembram a voz de Cristo, nas escadarias do Templo daqueloutro Salomão, denunciando as transgressões dos magistrados de Israel de então.

A versão digital gratuita do livro JHASSUA (Rássua), o Cristo Censurado, que conta essas histórias, sem a tesoura dos poderosos, estará à disposição, dentro de alguns dias, neste blog, e, por gentileza de nosso líder, no previplano1.com.br.

Gostaria de dizer aos meritíssimos juízes e aos senhores dirigentes de nossas instituições superavitárias, com todo respeito, que, embora figure entre os escribas menores, e não tenham meus textos repercussão significativa, passo boa parte de meus dias a escrever e, tivesse de citá-los, preferiria fazê-lo sempre enaltecendo os bons exemplos e as sábias decisões que deles todos nós esperamos. Mas… infelizmente, segundo o que corre pelos blogs e começa a brotar também na grande imprensa, isso tem ficado realmente bem difícil!…

Para satisfação de todos nós, de um lado e do outro, senhores Juízes e Dirigentes, por favor façam alguma coisa realmente inteligente e boa para acabar com essa pendenga.

Paz! Muita paz de consciência, para que esses homens que cresceram muito possam continuar vendo os pequenos se debatendo lá em baixo.

Paulo Motta.

  1. #1 por Juarez Barbosa em março 9, 2011 - 10:34 pm

    Prezado e valoroso companheiro Paulo Motta,

    Acabo de acessar seu Blog e ser premiado com tal meritória postagem. Vontade tive de estar contigo “ao vivo” e me levantar para aplaudí-lo e gritar “bravo” várias vezes.

    Penso que as mensagens produzidas por você, Marcos e outros tantos ilustres colegas que freqüentam nossos Blogs deveriam ser publicadas em veículos de grande circulação para nosso povo capaz de discerni-las adequadamente.

    Que tal tentarmos difundir nossas idéias a respeito dos desmandos dos poderosos egoístas que andam freqüentando as altas esferas do poder neste país, nestes meios de comunicação de massa.

    Todos os jornais de grande circulação neste país dedicam meia página de seus espaços as “cartas dos leitores”. Porque não tentamos incluir nossas matérias nestes espaços? Basta apenas enviarmos e-mails para a redação destes jornais, e esperarmos que, talvez, pessoas de bom senso de valor as publique.

    E também temos que “catar”, no sentido inverso do dito popular, os caroços de feijão bons, no meio da maioria estragada dos legisladores atuais, eleitos com nossos votos de esperado posicionamento em prol do resgate da ética, da honestidade de propósitos e do altruísmo.

    Parabéns mais uma vez meu caro companheiro de luta.

  2. #2 por Edgardo Amorim Rego em março 11, 2011 - 3:15 pm

    Colega e amigo Paulo

    Inacreditável. Em que Mundo estamos? Pena que um tsunâmi, como esse de hoje no Japão, não distingue quem é correto de quem não é. Mas, seja como for, que lava a face da Terra de muita bandalheira, ah! isso lava.
    Edgardo

  3. #3 por Maria Helena G Leal em março 12, 2011 - 8:50 am

    Caro Paulo, a onde posso encontrar o livro JUHVSSUA, aqui no Rio. Já foi públicada? Abraços e muita paz. . Maria Helena.

  4. #4 por Maria Helena G Leal em março 12, 2011 - 8:59 am

    Caro Paulo, a onde posso encontrar o livro JUHVSSUA, aqui no Rio. Já foi públicada? Abraços e muita paz. . Maria Helena. [ Lena ]

  5. #5 por Paulo Motta em março 12, 2011 - 5:47 pm

    Maria Helena,

    Estou ultimando os preparativos para publicação, em contato com a editora que deverá fazê-lo. Enquanto isso não ocorre, se você me mandar seu email, remeto-lhe gratuitamente versão digital. Para que tenha uma idéia prévia, adianto que, se fosse na Idade Média, meu destino seria a fogueira. Hoje, no entanto, os tempos são outros. E a obra enaltece a figura de Cristo, ao contrário de muitas outras que tanto irritam a Igreja. O problema é que expõe fatos que ficaram de fora dos textos censurados. Trecho: ! …” O Velho Testamento foi modificado antes do cristianismo. O Novo, contendo apenas o nascimento, os doze anos e o ministério público, pode ser apresentado como obra de fé, não como texto integral. Não foi adulterado; mas faltam-lhe partes importantes. Onde então procurar a pedra do ângulo? Em tudo que se descartou. A conciliação dos fragmentos censurados recompõe a história”.

    Você, tão sensibilizada pelo espírito de ajuda ao próximo, poderá entender porque razão o Mestre realmente tinha estatura divina.

    Um abraço no coração

    Paulo Roberto Brandão da Motta.

  6. #6 por Paulo Motta em março 12, 2011 - 6:50 pm

    Juarez,

    Duas idéias estão anotadas em minha agenda. Uma é a das vídeo-conferências. Outra é essa para a qual você me desperta agora: escrever para os grandes jornais. Acho, porém, que temos de preparar textos bem objetivos e menores. Sempre que escrevia para revistas semanais, minhas cartas eram reduzidas. Estou esperando um tempo disponível, para cuidar desses dois assuntos. Foi bom saber o que povo brasileiro pensa de nossa justiça. Argumentei alguma coisa sobre um comentário que investia negativamente sobre a AAPREVI. Está em seu artigo de 07.03.11(FORUM DE PARTICIPANTES…).

    Um abraço,

    Paulo Motta.

  7. #7 por Paulo Motta em março 12, 2011 - 6:53 pm

    Edgardo,

    Então, professor? O senhor mantém um blog e não diz nada pros amigos? É o blog do ED?
    Quanta coisa boa devo estar perdendo! Como faço para acessá-lo! Ja pesquisei bastante, há algum tempo, e nunca consegui.

    Abração,

    Paulo Motta.

  8. #8 por antonio barreto em março 13, 2011 - 11:54 am

    Paulo Motta,
    acompanho o seu blog e seus comentarios que a mim muito agrada
    parabens pela iniciativa!!!

    você conhece o SAL?

    abcs

  9. #9 por Paulo Motta em março 13, 2011 - 12:55 pm

    Antônio Barreto,

    Também já li alguns comentários seus. Não conheço o SAL. Pode me falar a respeito?

    Um abraço,

    Paulo Motta

  10. #10 por Elisabeth Oste em março 13, 2011 - 4:35 pm

    Paulo Motta,

    Voce tem razão, ou o espelho tinha, nada tem mais adeptos do a esculhambação. Nisso podemos incluir todos os 0800 e os que se valem desse tipo de atendimento. Acho que já devem estar fazendo cursos de songa monga para os atendentes desse sistema, ou papagaios que te repetem um rosário de vantagens, mas não interrompa que eles começam tudo de novo.
    O seu livro, curiosa para ler. Tenho minhas questões com a Instituição Igreja, como voce disse que seria candidato a fogueira se estivessemos na Idade Média, vamos encontrar inquisições?

    Abraço,
    Elisabeth Oste

  11. #11 por Paulo Motta em março 13, 2011 - 5:57 pm

    Elizabeth,

    Quero lhe pedir um favor. Não me fale em 0800. Entro em pânico! Brincadeira. Pode falar à vontade. Desenvolvi algumas precauções para não infartar.

    Sobre as inquisições, o tempo delas já passou. Mas o livro pode gerar polêmicas, porque
    não recusei fontes reencarnacionistas nem outras de quaisquer tendências. A Igreja é outro tipo de gigante, controverso e intolerante, daqueles que só devem ser cutucados com diplomacia. Assim me parece. Informe seu e-mail que lhe mando um exemplar virtual gratuito.

    Também ando rastreando seus comentários. Quando li aquele de 12/01, 06:55, no Sadismo da Previ, achei que fosse eu mesmo quem estivesse escrevendo…

    Um abraço,

    Paulo Motta.

  12. #12 por Paulo Motta em março 13, 2011 - 6:03 pm

    Sobre Heraldo e Manoel Vicentino,

    Parte I

    Peços desculpas por não conhecer bem as questões que envolveram os colegas em destaque. O blog previplano1 virou um vício diário do qual não há mais como escapar. E nem desejo. E até me equivoco em chamar de vício um prazer tão intenso como esse de tomar parte nesta luta nossa, junto com tanta gente inteligente, bem intencionada e injustiçada.

    Meu tempo é muito limitado e, às vezes, tenho de passar correndo pelo previplano1. Isso torna difícil acompanhar os debates entre os participantes, de vez que há necessidade de ficar procurando constantemente os textos referidos, para se produzir um comentário pertinente. De sorte que não me cabe entrar no mérito desses desentendimentos, porque também “ninguém me constituiu juiz entre as partes”. No entanto, pelo pouco que entendi, acho que devemos todos procurar superar o assunto. Compreendo a indignação do Marcos e da Lena, porque meu primeiro impulso é também arrepiar, se alguém levanta dúvidas sobre a honestidade do trabalho deles.

    Dia destes, fui falar com um amigo sobre a AAPREVI e ele me soltou de cara: “Ah, já ouvi falar. Mas não é mais uma tapeação, como a ANABB?’’. Houvesse paciência para explicar-lhe tudo, quando até me lembrou também que, há alguns anos, fora eu mesmo quem o convencera a se filiar à ANABB.

    Li rapidamente o comentário do Manoel que falava em “fraude” e meu sangue, como o da Lena, talhou na hora. Mas um outro colega explicou que Manoel não tivera a intenção de ser ofensivo e já se desculpara, embora um anônimo, parece-me, tenha sido igualmente infeliz em outro comentário, quando irritou a Lena.

    continua

  13. #13 por Paulo Motta em março 13, 2011 - 6:16 pm

    Parte II

    Marcos e Lena são patrimônios do previplano1. Já ganharam plenamente nossa confiança e admiração. No entanto, os ânimos estão exaltados, em face das injustiças que vimos sofrendo. A sensibilidade fica, então, à flor da pele, e isso é muito natural. Cabe-nos contar até 10, antes de explodir. Às vezes, é difícil, realmente. Mas aquele anônimo que escreveu um tão belo texto tem razão (11/03, 13:19h, blog do Marcos). Mesmo os que ainda não compreenderam o espírito que anima nossa luta merecem uma chance de entender que, no previplano1.com, nasceu naturalmente uma forte consciência de coesão que rechaça de pronto toda participação suspeita. São nossos leucócitos funcionando. Os corpos estranhos serão expelidos prontamente, não haja dúvida. Isso é necessário, pela saúde da causa. No entanto, é bom examinarmos melhor cada caso, depois de passada a fervura inicial. Podem não ter sido más, as intenções do Heraldo e do Manoel. Que venham então a somar conosco.

    E o Manoel já vem chegando, agora com o pé direito e as boas vindas do próprio Marcos. Falta o “Rei do Gado”. Que venha também juntar-se a nós para lutar não por si mesmo, senão por seus colegas que foram ficando para trás. Mas estou, sempre e mesmo, é de seu lado e do Marcos, Lena. Na hora de dar a face a tapa e de ajudar concretamente a seus semelhantes, você e ele saem na frente.

    Sobre Heraldo, para quem é cristão, talvez valha a pena lembrar que o universo paralelo é mais sensível às consciências que aderem à idéia do bem que aquelas que, já aderidas, porfiam em sua participação. Isto é: “HÁ MAIS ALEGRIA NOS CÉUS, POR UM PECADOR QUE SE CONVERTE DO QUE POR UM JUSTO QUE INSISTE…”.

    Polpudo é também meu contracheque, que, com os 20% deve beirar os R$ 14 mil brutos. Em minha santa alienação, desconhecia totalmente que havia participantes da PREVI recebendo aposentadorias e pensões tão baixas, conforme amplamente se divulga! Entrei na guerra, mais por causa dessas injustiças. Nunca fui um funcionário brilhante. Não era melhor que ninguém. Apenas procurei sempre atender às exigências de minha consciência profissional e gritarei sempre em defesa daqueles que suaram suas camisas pelo Banco e acabaram caindo nessa situação insustentável de que, pelo visto, escapei, mais por sorte que por mérito.

    Perdoem-me também a extensão de meus comentários. Mas é muito saudável participar de espaços como os diversos blogs que nos unem nesta mesma causa, em que experimentamos claramente nosso desenvolvimento como seres humanos, nos limites da soliedariedade interna de nosso grupo, e sempre extravasando além, em direção à universalidade necessária e inerente ao verdadeiro crescimento interior.

    Sinto uma vontade imensa de envolver a todos meus companheiros desta luta em um grande e fraternal abraço…

    Paulo Motta.

  14. #14 por Elisabeth Oste em março 14, 2011 - 9:50 am

    Olá Paulo,

    Agradeço sua gentileza de disponibiliar uma cópia de seu livro, meu email elisabeth.oste@gmail.com

    Abraços, Elisabeth

  15. #15 por elisabeth oste em março 15, 2011 - 7:53 pm

    Elisabeth,

    Livro remetido.

    Um abraço

    Paulo Motta.

    • #16 por Elisabeth Oste em março 16, 2011 - 7:24 pm

      Olá Paulo,
      Já comecei a leitura.

      Abraços,
      Elisabeth

  16. #17 por elisabeth oste em março 16, 2011 - 10:30 pm

    Elisabeth,

    Boa viagem!

    Paulo

  17. #18 por Maria Helena G Leal em março 17, 2011 - 1:25 am

    Alo, colega Paulo,obrigada por seus elogios a meu respeito no blog do Marcos. Não podemos deixar que um Manoel,ou quém seja,
    venha querer esculhanbar um trabalho de td uma equipe que luta ,e muito. Quase morri de raiva,mas foi passando e por mim acabou. Como sabe, adoro os seus comentários e siga assim sendo essa pessoa muito legal. Parabéns e muitos @.com para vc!

    mh.leal@ig.com.br Abraços. Lena.

  18. #19 por Paulo Motta em março 19, 2011 - 5:10 pm

    Lena,

    Esse seu sentimento de amor ao próximo é a maior qualidade que pode existir em um coração humano. Somente por isso, você se classifica bem. Se outras pessoas vêm identificando aspectos negativos em sua personalidade, isso é absolutamente normal. Somos todos humanos. Nenhum de nós é perfeito. Seus críticos, ainda que possam ter alguma razão, erram também na própria forma de expor seus comentários. Em cursos do Banco, sobre atendimento, aprendemos o sentido da palavra DESQUALIFICAR: negar antecipadamente boa qualidade a determinada idéia apresentada por outra pessoa. Ora, essa negação pode ser válida e pode até ser positiva para quem recebe a crítica, posto que funciona como um espelho que alguém coloca a nossa frente para ali nos mirarmos e descobrirmos nossa falha. O problema é que nem sempre a pessoa sabe segurar com delicadeza esse espelho. Isso deve ser feito com diplomacia, buscando atingir apenas a idéia, e não quem a emitiu. O amor próprio do ser humano é sempre sagrado. Se achamos que errou e nos julgamos capazes de corrigi-lo, o que é perigoso, porque podemos resvalar na arrogância, devemos agir com extremo cuidado, procurando sempre evidenciar o erro sem ferir o autor.

    A desqualificação agressiva é injustificável não somente por esse motivo de que pode atingir o sentimento de dignidade alheio. Ela pode ser também um forte elemento inibidor da participação do outro e, consequentemente, prejudicial ao surgimento de novas idéias, justamente o que mais se precisa em um trabalho de busca de soluções. Por mais despropositada que uma sugestão nos pareça, ela pode conter um aspecto positivo que vai valer mais à frente. Daí, penso que você não deveria ser tratada dessa forma. Pegaram pesado com você.

    Seja forte e hábil. Dê a volta por cima, com classe e tolerância. Seus críticos cometeram excessos, mas têm razão no mérito. Aceite seu equívoco, antes que eles. Assim, sairá na frente. O seu foi apenas sugerir o que não pode ser. No caso da Previ, realmente não há como perdoar empréstimos. Mas perguntar sobre isso não é nenhum absurdo. Normalmente, tal prática sempre ocorre, em outras situações. Quanto às lamúrias e reclamações, em qualquer atividade atuar com bom humor é sim sempre melhor. O problema é que não temos tido mesmo razões para alegrias e satisfações.

    Não sou nenhum mestre em nada, Lena. Nesta vida, sei que sou e quero ser sempre um aprendiz. Estou apenas reproduzindo com minhas palavras o que aprendi com quem sabe muito mais que eu.

    Um grande abraço nesse bom coração que sabemos que você possui, sempre lembrando que “Teu tesouro está onde está teu coração…”

    Paulo Motta

    • #20 por Elisabeth Oste em março 20, 2011 - 10:12 am

      Obrigada Paulo pelo belo texto em defesa de Lena e de outros que reparei serem motivo de ataques de comentários nem sempre polidos. É difícil escrevermos impondo a entonação da voz, e é onde muitas vezes surgem as interpretações erradas do que se queria dizer. Como voce escreveu de outra vez o sangue talha, é preciso parar e refletir antes de sair dando tiros.
      Abraços, Elisabeth

      • #21 por Maria Helena G Leal em março 20, 2011 - 12:56 pm

        Obrigada Lú, é assim mesmo. Perfeito só o nosso criador Jesus. Gosto muito de vc, do Paulo e Marcos.

        Beijos. Lena.

        mh.leal@ig.com.br

  19. #22 por Edgardo Amorim Rego em março 19, 2011 - 9:43 pm

    Paulo Motta

    Meu brilhantíssimo Mestre. Imagine só a minha surpresa, quando o identifiquei ali no meu desconhecido blog (www.blogdoedear.blogspot.com), como seguidor!…Posso eu conduzir mente tão luminosa, que posta textos tão belos e tão lúcidos? Mais do que seus textos, admiro a personalidade que deles brota, tão linda como Afrodite das espumas do Egeu. Paulo, quem faz um texto deste para a Lena, esse, Paulo, é que é de fato o CARA!…

  20. #23 por MARIA DE LOURDES em março 19, 2011 - 11:53 pm

    Paulo
    Parabéns pelo que escreveu à Lena. Ela é uma pessoa de um grande coração mas foi mau interpretada. Tenha certeza que a luta dela não é em causa propria, mas sim a favor de tantas pensionistas que recebem uma miséria da Previ.
    Este é meu primeiro acesso a seu blog… mas já sou sua fã, pois voce tanto quanto o Marcos Cordeiro
    nos premiam com belos e interessantes textos. Parabéns!

  21. #24 por Paulo Motta em março 20, 2011 - 10:29 am

    Professor Edgardo,

    Desde que comecei a ler seus textos, percebi logo a extensão e a profundidade da visão de mundo do autor. Dai que o adotei como Mestre. E falei primeiro, Edgardo, o Mestre é você. Sou apenas o discípulo que precisa estender seus parcos conhecimentos de filosofia adquiridos em uma faculdade de psicologia. De então para cá, tudo é auto-didatismo. Muita leitura e estudo, é verdade. Mas ressinto-me da falta de alguém que me esclareça as dúvidas a que o raciocínio filosófico normalmente conduz. Assim, penso que ainda vou lhe fazer muitas perguntas, posto que minhas reflexões costumam empacar em pequenos aspectos que me impedem a compreensão integral do problema enfrentado. Aí, então, ralo em cima dos livros. E penso que sofro muito mais que um filosófo propriamente dito, uma vez que esse vive para o desvendamento das verdades primeiras, enquanto este pobre estudante precisa dividir suas energias com a vida no mundo, posto que, diferentemente do pensador autêntico, sou também homem de ação, que, além de procurar atuar concretamente na ajuda humanitária e na contribuição para a melhoria da sociedade em que vivo, tenho de dividir tudo isso com os amores humanos que vou colecionando, já que, quando a relação acaba, jamais deixo uma companheira de bons momentos adormecer na palha úmida. Assim, ia me pendurando voluntariamente em pensões e dispensação de suportes psico-emocionais até que percebia em condições de caminhar por si próprias as mulheres que a vida me obrigava a deixar. Foram três e nenhuma hoje nada me cobra, a não ser amizade. Mas essas vivências estão chegando ao fim, pressinto, que a idade vai se impondo e já é quase hora de viver apenas para o pensamento e a imaginação.

    E, agora, essa GUERRA DOS CABEÇAS BRANCAS vai me absorvendo, absorvendo e já não sei onde isso vai parar…

    Um grande abraço,

    Paulo Motta.

  22. #25 por Paulo Motta em março 20, 2011 - 10:58 am

    Maria de Lourdes,

    Bem vinda seja. Se você se sentiu atraída é porque comunga as idéias e os sentimentos que brotam por aqui. Tudo isso é criação do Marcos, o grande timoneiro que vai nos conduzindo à completa consciência do que somos e os direitos que temos, nesse mar bravio dominado por gigantes insensíveis. Temos também o Edgardo, o Rossi, o Juarez Barbosa, o Russel, Holbein, Tolendal, Mesquita Santana, Elizabeth Oste, Lena, Varella, Eiras, Isa Nossa Musa, Rosalina, Elvira, Iraci, Juarez Barbosa, Sérgio Inocêncio, Mariano Branquinho, além de vários anônimos e muitos outros e outras que cometo a deselegância de não citar aqui por falha de registro, mas cujos nomes estão anotados em algum lugar de minha já desgastada memória e, no momento oportuno, também espero mencionar, posto que estão sempre a produzir bons e uteis comentários.

    Muito obrigado e um abraço no coração, minha nova amiga de luta.

    Paulo Motta.

    Paulo Motta.

  23. #26 por Maria Helena G Leal em março 21, 2011 - 12:28 am

    Boa noite Paulo…

    Obrigada por tão lindas palavras, fiquei muito emocionada.Não estou triste como algumas pessoas acham. Errei sim, mas não foi essa a minha intenção , e muitos interpletaram tudo errado. Como já disse no blog do Marcos, eu também agi desse mesmo modo e foi por impulso. Sou o contrário de tudo que dissseram de ruím a meu respeito e lógico, não sou perfeita miais exageraram.
    Além de eu ser uma pessoa alegre e feliz ,sou pura ternura. Gostaria se vc me permite, esclarecer para as pessoas que estão me passando e- mails dizer-lhes
    que não estou precisando de ajuda financeira. As pessoas que eu ajudo se encontram ‘ bem’ , e cada um deles tem a ‘sua’ casa. Eu vou todos os dias cuidar deles. São criaturas carente de tudo.Já são pessoas bem idosas e enfermas. O mais ‘levadinho’ é o seu João, que no alto dos seus 89 anos é muito lúcido, mas infelizmente está em fase terminal de um câncer de próstata. Graças a Deus Paulo,consigo ajuda-los em tudo. Fico imensamente feliz em saber que ainda existem pessoas que pensam e compartilham com ás mesmas idéias. O Marcos, em um dos seus belos comentários me chamou de anjo da guarda, se mereço não sei …mas eu também já tive um anjo na minha vida. Ninguém é tão pobre que não possa ajudar um pobre. Obrigada de coração. Beijos.
    Maria Helena.

    Elisabeth, Lurdes e Juju. Amo vcs !! entram { amahã estou de viagem, e no meu retorno eu ligo}

    mh.leal@ig.com.br

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