Arquivo de agosto \22\-03:00 2011

220811

O BANIMENTO DA AAPPREVI – UMA OPINIÃO.

Analisando com o máximo de isenção a correspondência do sr. Nereu Lagos, em que solicita à FAABB a expulsão da AAPPREVI, podemos chegar a algumas conclusões interessantes.

Em verdade, o missivista escreve bem, cometendo erros desprezíveis. O objetivo da mensagem e as razões apresentadas, no entanto, parecem realmente equivocados e frágeis.

Primeiramente, os argumentos alinhavados não apresentam consistência necessária para se solicitar a expulsão de uma entidade com personalidade jurídica própria, distinta da pessoa física de seu presidente. Tudo de que o sr. Nereu reclama foi dito por Marcos Cordeiro como administrador do blog Previplano1. Não havendo como a FAABB expulsar o administrador, nem o blog, de lugar nenhum, redunda pois totalmente vazio o mérito da questão.

No máximo, aproveitando seu talento para a boa escrita, o solicitante deveria ter se dirigido ao sr. Marcos, pedindo-lhe que atenuasse a força de suas expressões, levando a questão para o campo do debate entre dois escribas de primeiro plano. Outra opção, na mesma linha de raciocínio, seria a interpelação via FAABB, sempre, no entanto, no sentido de pacificar o contencioso, em termos gerais.

Palavras ditas a partir de considerações de ordem moral. Legalmente, desconheço até que ponto são solidárias as pessoas física e jurídica envolvidas.

Em segundo momento, a afirmação de que a AAPPREVI teria sido criada com a finalidade de angariar clientes para escritórios de advocacia soa profundamente desafinada com o caráter de seu presidente, a quem só se tem podido criticar a contundência verbal. Mas, assim foi também com grandes personagens da história da humanidade, senhores de uma palavra devastadora, quando se tratava de defender causas justas jamais assumidas pelos que deveriam fazê-lo. Como exemplo: Elias Profeta, João Batista, Marco Túlio Cícero e, mais recentemente, Émile Zola, para ficarmos somente entre os humanos, posto que, na categoria Divindade, sabemos que houve um maior que todos.

Na palavra de fogo de todos eles, além do talento para escrever, ou discursar, notamos alguns traços comuns: inteligência refinada e autoridade moral a toda prova. Assim, parece que o senhor Nereu precipitou-se ao pedir a expulsão de uma entidade apenas porque possui ela em seu comando um homem de palavra excessivamente agressiva, segundo alega, desconsiderando que esse homem somente aciona o canhão de seu verbo em seu próprio nome. E, não obstante sua contundência verbal, o nome de Marcos Cordeiro fica bem melhor listado entre grandes escreventes e oradores históricos que em um desconfortável pedido de expulsão, como um reles oportunista e mentiroso contumaz, porquanto o objeto de seu discurso é claro, inequívoco, definido: a defesa dos direitos de um contingente imenso de colegas seus mediante a simbólica quantia de R$ 10,00 mensais, de cada um, e muita dor de cabeça, de todos os lados!

Inegavelmente, Marcos é um ser humano de nobre caráter. Nem por isso está isento de críticas, é verdade. Seu diferencial, além daquele da coragem maiúscula e da boa intenção, é a liderança que exerce na desgastante luta pelos direitos pisados dos desassistidos da PREVI. Tais aspectos devem ser primeiramente reconhecidos, antes de qualquer ataque que se lhe dirija, nesta heróica contenda dos aposentados e pensionistas.

A expulsão pretendida pode gerar forte reação em milhares de pessoas. É inoportuna, divisionista e não faz sentido, do ponto de vista do questionamento moral. Inescapavelmente, colocada em posição difícil, a sra. Presidente da FAABB deve agora convidar o comandante da AAPPREVI a se defender e cozinhar isso em fogo brando, que outra melhor saída ainda não se avista no horizonte.

E essa é justamente a praia de Isa…

Paulo Motta e Edgardo Amorim Rego


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160811

“EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Proust)…”

PARTE I

AAPREVI ameaçada. A ADI passa mal – agoniza e não dá sinais de recuperação. O Renda Certa foi pro beleléu. Não se fala mais na antecipação do BET, que parece uma reivindicação justa – nossa colega Cláudia convenceu-me disso; afinal, a PREVI segura os recursos e fica com os juros, enquanto deixa conosco o risco da desvalorização dos capitais. Não é assim?

Há poucos anos, a PREVI começou a anunciar superavits bilionários e a ANABB chegou a divulgar uma lista de reivindicações que sugeria finalmente para breve o advento das vacas gordas, fazendo-nos esquecer de que não se deve contar com o ovo antes da hora e que macaco velho não põe a mão na cumbuca. Mas pode ser que nem todos devem ter conseguido se segurar e a pressão dos sonhos reprimidos costuma ser muito forte, diante da sedução do ouro prometido, de inequívoco direito e iminente lançamento nas contas estouradas, como se anunciava. Homens e mulheres de cabeça branca, assumindo filhos desempregados e netos multiplicados não tendem a ser irresponsáveis com seus compromissos. Muita gente se apertou, cada um por seus motivos e dentro de suas faixas de rendimentos. Não os julguemos com severidade. Mais importante agora é protestar. Não deveríamos dar sossego aos senhores dirigentes. E-mails, comentários, telefonemas, tudo que possa pertubar um pouco seu despreocupado sono. Não há outra forma; mas tudo deve ser feito com inteligência e respeito. Criticar, protestar, reivindicar são alguns direitos. Ofender, não.
Excluir

Os números que nos interessam são: 150/150. A idéia de R$ 125.000, em 100 meses, lembra-nos que realmente “existe muito mais coisa entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia”. Há razões ocultas movendo, ou paralisando, as engrenagens da PREVI. E, notoriamente, essa nossa reivindicação resvala em prioridades já eleitas pelo centro de decisões. É impossível que seus dirigentes não entendam que sua proposta é pífia, quase inútil e até debochada, para quem possui um excelente cadastro e está apenas solicitando uma simples expansão de prazos perfeitamente possível, como bem sabemos. Temos mestres nesse assunto e trabalhamos por várias décadas atrás das mesmas mesas. Um aumento do teto e uns anos a mais atenuariam os problemas de muita gente e permitiriam pegar um troco para acertar outros compromissos tomados a juros bem maiores. Desta vez, dificilmente alguém pegaria mais para aplicar em bens supérfluos. O gato está escaldado. No presente quadro, preocupar-se com a situação dos assistidos é fazer isso: expandir prazos e créditos e conseguir (quem o sabe?) um largo descanso sem ouvir vozes insatisfeitas o tempo todo. Batalhar melhorias através de nosso multibilionário fundo de pensão é demasiado duro, doloroso, humilhante! Talvez até possamos dizer: muito impossível! Ninguém mais caia nessa história de grandes benefícios à vista, ainda que se anunciem superavits de trilhões de reais. Desculpem o lapso, trilhões de irreais fica melhor…

Mas o tempo da bonança virá sim e se aproxima. Todos nos fartaremos. Até lá, muitas batalhas. Atenção. Confiança. Compreensão entre nós. Tolerância com todos…

Paulo Motta

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PARA SASSERON

PARA SASSERON

A mensagem de Divany Silveira, publicada no blog Previplano1 e por mim anexada a e-mail ante-ontem dirigido ao senhor, teve grande repercussão entre os assistidos, em virtude de traduzir fielmente, com expressões claras e educadas, a situação vivida por todos.

Já me referi ao senhor em termos menos elegantes, embora não ofensivos, pois que a intenção nunca foi agredir, senão apenas espelhar enfaticamente o índice de indignação geral, em virtude de posições tidas como excessivamente submissas da PREVI em relação às orientações do Patrocinador. Aqui, não se trata de estimular alguma forma de insubordinação. Reclama-se apenas de não se perceber, em modo de argumentações apresentadas ao Banco, os traços esperados de uma preocupação eficaz com a situação dos beneficiários do Plano 1. Não nos é possível compreender, por exemplo, senhor diretor, a razão da relutância em elastecer os prazos do ES. Mais 60 meses, com limitação dos novos empréstimos a, digamos, 40% dos anteriores, reduziriam as mensalidades de forma significativa, possibilitando uma nova contratação, para amortização de outros compromissos.

É de se acreditar que a Direção Geral de outras décadas recomendaria alguma coisa assim.

Muitos assistidos encontram-se de fato em situação de grande apertura, e o realinhamento do ES, nas bases mínimas sugeridas, afigura-se como uma forma efetiva de aliviar as agruras de todos. Tome-se, como exemplo, o valor médio de R$ 50.000,00, cuja prestação é da ordem de R$ 772,06. Em 160 meses, pelo mesmo valor, o mutuário pagaria mensalmente R$ 463,23, economizando R$ 308,83. Caso renove no valor máximo, R$ 70.000,00, reduziria sua consignação em R$ 123,54, levando ainda um extra para se livrar de outros sofrimentos mensais. Dessa forma, entende a imensa maioria que a medida ajudaria sim, e muito!

E a imensa maioria sempre tem direito de decisão.

Aí está, senhor diretor. Acompanho aqui a colega Divany, procurando expressar de forma civilizada o real desejo dos cabeças brancas, em relação ao Empréstimo Simples. Essa notícia de que a PREVI estuda um realinhamento na base de R$ 125.000,00, em 100 meses, nada traz de animador. Nesses números, a prestação aumenta e a insatisfação, mais ainda! Se o senhor se diz preocupado com o endividamento dos participantes do Plano 1, não haverá como compreendermos uma alteração que pouco ou nada muda. Os senhores dirigentes não ouvem a gritaria geral dos desassistidos, ainda que abafada pela voz imperativa do poder central, que manda lançar seu tesouro em outros mares?

E assim segue o Banco, enquanto sua mais segura clientela, impecavelmente debitada na fonte, observa, impotente, o barco dourado flutuando à deriva nas águas turvas de um velho e conhecido mercado de alto risco. Permanece difícil de entender. Mas rezaremos para que estejam certas, nesse caso, as intenções e decisões dos senhores mandantes e mandatários… menos na questão do Empréstimo…

Paulo Motta.

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020811

PREVI – A FALTA DE SIMPLICIDADE PARA CONCESSÃO DE UM SIMPLES EMPRÉSTIMO.

Vemos que estão sempre surgindo temas para desentendimento entre nós. Agora é a questão do Empréstimo Simples. É verdade que o foco de nossa luta deve ser a questão dos benefícios, conforme argumentam alguns comentaristas. No entanto, é preciso compreender que, em um universo de participantes tão amplo, nem todos estão sujeitos aos mesmos problemas. Consequentemente, cada um tem suas necessidades particulares. E o problema da ADIN não está ligado à concessão de empréstimo.

O Empréstimo Simples pode sim ajudar a suavizar as dificuldades de muita gente, principalmente quanto à redução da parcela mensal, pela dilatação do prazo. Seguem, três exemplos, para que se perceba melhor a vantagem sobre cada faixa:

R$ 10.000, em 96 meses: R$ 154,41 – R$ 10.000, em 180 meses: R$ 82,34 -Redução na mensalidade: R$ 72,07

R$ 50.000, em 96m: R$ 772,76 – R$ 50.000, em 180m: R$ 411,76 – Redução: R$ 361,00

R$ 100.000, em 96m: R$ 1.544,11 – R$ 100.000, em 180m: R$ 823,52 – Redução: R$ 720,59

Novos valores: R$ 13.000, em 180m: R$ 107,00 – R$ 65.000, em 180m: R$ 534,93 – R$ 130.000, em 180m: R$1.070,40. Considerando uma reforma de 30%, ainda haverá redução.

Muito respeito tenhamos pela opinião de quem não aconselha mais endividamento ou alerta para a questão de um eventual enfraquecimento em nossa campanha pelo superavit. Vale a intenção. Ocorre, no entanto, que quase sempre é possível desvincular uma coisa das outras, toda vez que algumas se misturam. Cada um conhece seus limites e contenha-se agora, se os ultrapassou anteriormente, o que nem sempre configurou irresponsabilidade, uma vez que o ufanismo da Diretoria das Rosas, à época, cantava tempos de prosperidade e segurança. E que a PREVI das Flores não venha agora com essa conversa de que não pode esticar os prazos, para justificar sua falta de disposição em ajudar os assistidos. Que, limite, então, um novo empréstimo a 20 ou 30% do anterior, ou até um pouco mais, e estique logo esse tempo para 180 meses, NO MÍNIMO, E PRA TODOS, para que não lhe perguntemos, como Cícero, no Senado Romano, discursando contra um tenebroso general do Império: “QUO USQUE TANDEM, CATILINA, ABUTERE PATIENTIA NOSTRA?”.

Não pretendi aqui comparar nosso Fundo de Pensão com um ser humano sem caráter, desafiado por um orador imbatível, que lhe pergunta até quando abusará da paciência de todos. A intenção é apenas descrever o cenário contemplado: impaciência no limite! E a questão é: porque nossa Previdência nada diz dos bilhões que o Patrocinador leva, enquanto desconversa uma dilatação de prazo para um simples empréstimo aos assistidos? A postura da PREVI dificulta expressões e exemplos mais suaves para ilustrar o mal que essa situação vem causando. Funcionários do Banco, que já foram financeiramente bem situados, e com muita justiça, porque trabalhavam com efiência, fidelidade e honestidade a toda prova, estão agora contando minguados caraminguás, às portas dos mercados, para sobreviver modestamente. É muita gente! É gente cansada! A causa procede! Os senhores dirigentes precisariam enxergar um pouco mais do lado de cá do muro e sugerir a seus superiores uma atitude menos insensível, para que essa guerra não atinja níveis insuportáveis.

Paulo Motta.

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