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“EM BUSCA DO TEMPO PERDIDO (Proust)…”

PARTE I

AAPREVI ameaçada. A ADI passa mal – agoniza e não dá sinais de recuperação. O Renda Certa foi pro beleléu. Não se fala mais na antecipação do BET, que parece uma reivindicação justa – nossa colega Cláudia convenceu-me disso; afinal, a PREVI segura os recursos e fica com os juros, enquanto deixa conosco o risco da desvalorização dos capitais. Não é assim?

Há poucos anos, a PREVI começou a anunciar superavits bilionários e a ANABB chegou a divulgar uma lista de reivindicações que sugeria finalmente para breve o advento das vacas gordas, fazendo-nos esquecer de que não se deve contar com o ovo antes da hora e que macaco velho não põe a mão na cumbuca. Mas pode ser que nem todos devem ter conseguido se segurar e a pressão dos sonhos reprimidos costuma ser muito forte, diante da sedução do ouro prometido, de inequívoco direito e iminente lançamento nas contas estouradas, como se anunciava. Homens e mulheres de cabeça branca, assumindo filhos desempregados e netos multiplicados não tendem a ser irresponsáveis com seus compromissos. Muita gente se apertou, cada um por seus motivos e dentro de suas faixas de rendimentos. Não os julguemos com severidade. Mais importante agora é protestar. Não deveríamos dar sossego aos senhores dirigentes. E-mails, comentários, telefonemas, tudo que possa pertubar um pouco seu despreocupado sono. Não há outra forma; mas tudo deve ser feito com inteligência e respeito. Criticar, protestar, reivindicar são alguns direitos. Ofender, não.
Excluir

Os números que nos interessam são: 150/150. A idéia de R$ 125.000, em 100 meses, lembra-nos que realmente “existe muito mais coisa entre o céu e a terra do que pode supor nossa vã filosofia”. Há razões ocultas movendo, ou paralisando, as engrenagens da PREVI. E, notoriamente, essa nossa reivindicação resvala em prioridades já eleitas pelo centro de decisões. É impossível que seus dirigentes não entendam que sua proposta é pífia, quase inútil e até debochada, para quem possui um excelente cadastro e está apenas solicitando uma simples expansão de prazos perfeitamente possível, como bem sabemos. Temos mestres nesse assunto e trabalhamos por várias décadas atrás das mesmas mesas. Um aumento do teto e uns anos a mais atenuariam os problemas de muita gente e permitiriam pegar um troco para acertar outros compromissos tomados a juros bem maiores. Desta vez, dificilmente alguém pegaria mais para aplicar em bens supérfluos. O gato está escaldado. No presente quadro, preocupar-se com a situação dos assistidos é fazer isso: expandir prazos e créditos e conseguir (quem o sabe?) um largo descanso sem ouvir vozes insatisfeitas o tempo todo. Batalhar melhorias através de nosso multibilionário fundo de pensão é demasiado duro, doloroso, humilhante! Talvez até possamos dizer: muito impossível! Ninguém mais caia nessa história de grandes benefícios à vista, ainda que se anunciem superavits de trilhões de reais. Desculpem o lapso, trilhões de irreais fica melhor…

Mas o tempo da bonança virá sim e se aproxima. Todos nos fartaremos. Até lá, muitas batalhas. Atenção. Confiança. Compreensão entre nós. Tolerância com todos…

Paulo Motta

  1. #1 por superavitsprevi em agosto 16, 2011 - 11:59 pm

    Amigos,

    Postei este texto em outros blogs. Anteriormente, escrevi “A SASSERON”, e remeti para diseg@previ.com.br. Será que os destinatários tomaram conhecimento? Não me animou nenhuma intenção de agredi-los e procurei respeitar a gramática e a ética. A tese dos 150/150 não é absurda. Tenho certeza de que um número imenso de aposentados e pensionistas defendem essa idéia. O que falta para nos darem uma resposta positiva?

    Paulo Motta.

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