Arquivo de setembro \14\-03:00 2011

A OBRA-PRIMA DE NEREU

A OBRA-PRIMA DE NEREU

A carta do “Abominável Homem do Lago Nereu” provocou um abalo sísmico em escala jamais vista no Blog Previplano1!

Um dos efeitos positivos que isso pode ter agora é mostrar à Isa e ao pessoal da FAABB que o pedido de expulsão da AAPPREVI não pode ser levado a sério. O autor lembra tanto o “Abominável Homem das Neves”, como o “Homem-Monstro do Lago Ness”; no entanto, na realidade é um extraterrestre, originário de alguma galáxia desconhecida, cujos habitantes encontram-se a anos-luz da possibilidade de compreender o que são problemas previdenciários deste planeta.

Não há dúvida! Mas tudo isso não tem problema nenhum. O pior é sua estranha paixão pelo Sasseron. Essa confissão o inabilita decisivamente como amigo dos aposentados e pensionistas.

E alinhar-se com seus pensamentos é simplesmente confessar, também, de vez, total falta de conhecimento dos reais interesses dos desassistidos e subserviência irrestrita a seus adversários, navegadores de outras órbitas distantes, igualmente, ou habitante imaginário de lagos profundos na Escócia ou no Himalaia. Mais ou menos por aí. Deve ser… Sei lá!

A Federação com certeza tem mais o que fazer e não deveria ocupar-se com delírios de seres alienígenas.

A questão ES-150/150 já é indiscutível. Atenderá à maioria e ponto final. Diante de uma eventual negativa de atendimento, a PREVI, os sasserons e os nereus, estejam certos de que a carga de indignação que hoje suportam será imediatamente elevada à categoria de ódio incontrolável e perene.

O que teria a PREVI a ganhar com um ato declaratório de tamanha inversão de suas responsabilidades para com seus assistidos? Mais aumento para os diretores? Mais admiração dos nereus? Por essa via da desconsideração total, cada vez mais parece que o império sasserônico aproxima-se do fim. A Diretoria da PREVI, multiplicando suas contradições ao infinito, promove inadvertidamente sua total desintegração moral e uma divisão interna cada vez mais radical. BANCO e PREVI, de um lado, autodistribuindo-se superávits, concedendo aumentos a seus prepostos, nadando confortavelmente em ouro alheio; aposentados e pensionistas, de outro, cada vez mais endividados, cada vez mais indignados, sem respostas, sem amparo, sem nada!

Isso é que é Patrocinador? Isso é que é Fundo de Pensão? AFINAL, PARA QUE SERVE E A QUEM PERTENCE UM FUNDO DE PENSÃO?” Já não mais sabemos. O Artigo 1º do Regulamento do Plano de Benefícios 1 diz ser objetivo do Patrocinador, através da PREVI, zelar pelo bem estar dos empregados e respectivos dependentes. O que significa isso? Também ignoramos. É extremamente difícil entender a situação absurda a que os dirigentes da PREVI estão se conduzindo a si mesmos e a todos nós.

Reina profundo mal-estar no universo em desencanto dos desassistidos, e os gigantes nem sequer acenam com alguma possibilidade real de conciliação das diferenças, para solução do desconforto geral.

É o que sabemos.

Houve um tempo que não era assim. O problema começou quando passamos a ser carimbados como empregados. Em minha casa, mesmo a faxineira é chamada de FUNCIONÁRIA – e tratada como tal. Empregado, para os poderosos de hoje, é pouco mais que um escravo.

Nereus e Sasserons caminham para acender dois rastilhos notoriamente desinteressantes para seus próprios senhores: a expulsão da AAPPREVI e a recusa dos 150/150. A primeira fará de Marcos Cordeiro um ícone. A segunda poderá ensejar a Declaração do Estado Geral de Indignação Constante, no Reino dos Cabeças Brancas.

Assim seja… ou não!

Paulo Motta.

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CARTA ABERTA A EDISON DO BEM E OUTRAS REFLEXÕES

SEGUNDA PARTE

(Texto original revisado e alterado em pequenos detalhes)

O que se terminou dizendo, na primeira parte, vem do que a mídia noticia seguidamente. Fala-se aqui, no entanto, especificamente, da indagação que naturalmente decorre do assunto tratado pelo missivista Edison de Bem, que pretende seja esta questão esclarecida para todas as partes interessadas: Afinal, a quem pertencem os fundos de pensão?

Devemos acreditar que alguma coisa muito séria trava ocultamente o zelo moral que deve presidir um tema tão caro como o da questão previdenciária? Que freio, que impedimento seria esse que não permite aos mandatários do poder, e às instituições que representam, deslanchar um urgente processo de correção dessas constrangedoras distorções?

A negociação de um percentual para o Patrocinador é um assunto que poderia até ser discutido, mas em uma assembleia de que participasse efetivamente a maioria dos assistidos. No sistema montado pela situação, as vozes reclamantes não puderam chegar a 5% dos interessados… e prejudicados! Prevalecesse a velha sabedoria de que mais vale um mal acordo que uma boa pendenga, 20%, por exemplo, de R$ 15 bilhões dariam R$ 3 bilhões. Sobrariam 80% = R$ 12b. Já recebemos R$ 7,5b. Restariam então R$ 4,5b para os desassistidos. Isso poderia significar um novo bet, de mais uns 12%. Recebido de uma só vez, não valeria a pena? Ou muita gente mais nova ficaria ainda na merreca? Com a palavra, também, Juarez, Edgardo e vós outros dos antigos…

Mas gritar pelos R$ 7b é sumamente relevante, porque, a não ser em virtude da câmera lenta da Justiça, nem sequer sabemos por que outra razão devemos conceder um bom desconto para o Patrocinador. Só que, agora, justamente agora, “outro clamor mais alto se alevanta”. Mais que tudo, aos aposentados e pensionistas, importa hoje pagar suas contas. Isso é assunto nosso, interno, urgentíssimo! O resto, conversa-se posteriormente, sob clima mais ameno, logo depois de a senhora presidente ler a carta de nosso amigo Edison. No momento, chegamos ao ponto absurdo de ter de berrar por empréstimos de valores que nos pertencem, guardados em cofres disponíveis apenas para aqueles que se dizem representantes nossos. Representantes? Então, a chave, por favor…

E o Governo quer dinheiro, DINHEIRO! O vil metal, luzindo e tilintando em suas arcas! Ora, é já amplamente conhecido que tudo deriva de pressões a que o Banco do Brasil vem sendo submetido da parte de membros do partido governista. Oriundos do sindicalismo petista, não se forjaram na escola de ética administrativa do Banco e, agora, impõem condições estranhas àquela que, em passado recente, sempre foi uma instituição exemplar no que dizia respeito aos direitos de seus funcionários e clientes.

O resultado é apenas um silêncio torturante, em um mundo onde somente ecoam as aflições dos aposentados e pensionistas, jamais ouvidas pelos dirigentes da PREVI. Talvez, não. Pode não estar longe o ponto de fadiga da paciência nacional, diante do volume de riquezas públicas que se perdem no mercado das licitações fraudadas, dos favorecimentos dissimulados e dos abocanhamentos vorazes. E aí, caros dirigentes que gargalhais pelos cafés da Capital, certamente ouvireis, um dia, as vozes dos desassistidos, então potentes, mas nunca antes entendidas, enquanto lhes pareciam gemidos frágeis, lamentos inaudíveis de uma classe indefesa e presa fácil de vosso apetite por suas suadas economias de longos anos.

Espertíssimas estratégias para encher o caixa e engordar as contas governamentais já transbordam pelas defesas das represas oficiais. Tudo bem, quando o destino não é o bolso da turma que manda, comanda e desmanda, e a origem não é a poupança superavitária da patota de cabeça branca, nem do público pagante em geral. Mas onde vai desembocar a multiplicação de contradições no gerenciamento autoritário e embaçado das operações tapa-buracos e da situação complicada a que temos sido involuntariamente conduzidos?

A tudo que se pede, algum segredo de estado sempre impede… desses que só poderão ser conhecidos daqui a 50 anos, depois que nosso Plano de Benefícios 1 acabar. Somente um impeditivo de tal porte, uma calamidade monumental que fizesse talvez o país naufragar ou explodir, poderia justificar o fato de que um fundo de pensão, abarrotado de superávits, só tenha como conceder benefícios minguados e temporários a seus participantes, muitos deles endividados até o pescoço, embora possa financiar hidrelétricas e trens-bala sem futuro, socorrer a Bolsa de Valores, engordar o lucro do Patrocinador e aumentar o salário de seus dirigentes, no silêncio blindado de seus próprios gabinetes. Tudo isso pode; mas… e conceder maiores prazos e valores de EMPRÉSTIMOS aos donos do patrimônio, para socorrer suas mais urgentes aflições? Isso, NEM PENSAR?

Nem uma ameaça de quebradeira nacional, como aquela que motivou o governo collorido a inaugurar a prática que hoje recrudesce, justificaria os expedientes que a PREVIC sabidamente convalida. No entanto, aquele poder caiu. Caiu porque os recursos confiscados pertenciam à clientela geral, e não somente aos aposentados e pensionistas do Banco do Brasil.

Amigos, já estamos entrando no mundo penumbral e pantanoso da política, preparando-nos para militar do outro lado, justamente o lado que só pensa em privatizar, privatizar e privatizar…

Se pegar, o bicho fica. Se comer, o bicho corre…

Edison, só mais este pedacinho: “Senhora Presidente, o título de Excelência, Sem Restrições, clama por um peito onde pousar. Um peito feminino que ensine o caminho correto aos homens que não conseguiram, ou não quiseram, dar um jeito definitivo e completo nessa situação que pode impedir o crescimento moral, econômico e político da grande nação brasileira, durante o mandato que lhe compete”.

Paulo Motta.

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CARTA ABERTA A EDISON DO BEM E OUTRAS REFLEXÕES

CARTA ABERTA A EDISON DO BEM E OUTRAS REFLEXÕES

PRIMEIRA PARTE,

Edison,

Seu texto prima pela objetividade. Direto a quem de direito pode fazer alguma coisa, se realmente quiser, e atacando pontos essenciais de nossa luta.

Nos escândalos que pululam em outras áreas, não conhecemos com exatidão os detalhes que dormem por trás dos fatos vindos à tona. Em nosso caso, é diferente. Nossa percepção aqui é mais profunda, porque somos a parte prejudicada do sistema. Por tudo isso, a indignação que instiga lutadores como você e o Marcos Cordeiro não pode ser reprimida. Vocês conhecem bem as raízes ocultas dos problemas. Se não há quem tome providências para apurar o que ocorre nos porões de instituições sustentadas por nossas economias, banalizando distorções inaceitáveis e ignorando convenientemente nossas reclamações, pelo menos ninguém ouse calar nossa boca.

A atual chefe do Executivo da República pode até merecer o nome de Excelência, se continua na direção tomada na limpeza por ela mandada proceder em seus ministérios infectados. Lembremo-nos aqui, no entanto, dos dois últimos presidentes, acobertando irregularidades em suas administrações coniventes – um deles dando sumiço em pastas comprometedoras, comprando votos para o instituto da própria reeleição e forçando a PREVI a trocar de consórcio na questão da Vale. Maravilhas de mau exemplo de uso do poder! O outro também deixando de agir com firmeza em momentos igualmente decisivos. Ainda que tenham seus méritos, acabaram deixando manchas indeléveis em suas passagens pelo trono. Fazem justiça, então, ao título de Excelência que os gramáticos recomendam para os ocupantes do maior cargo político existente? A dignidade de Excelência somente deveria ser concedida a quem a merecesse de forma inequívoca, a partir de seu trabalho convincente, inegável e, sobretudo, completo.

Que a atual presidente escutasse o clamor de nossa insatisfação, seria logicamente esperável, na esteira de seu ânimo investigativo em outras áreas. No entanto, quem diria (?), os trabalhos cuidadosamente elaborados e devidamente protocolados no templo maior do poder foram parar justamente na toca da amiga da onça!

Estamos diante de mais uma administração insensível aos clamores dos desassistidos da PREVI? Sim. Estamos. Não haja dúvida. No entanto, é preciso lembrar à Presidência da República, e a todos os homens e mulheres do poder, que nunca vai parecer publicamente boa a fé de quem se “cumplicia com o mal feito”. Por isso mesmo, à senhora presidente, convém perguntar se não lhe seria um bom destino enfiar-se corajosamente entre a pressão de seu partido e a força do direito do já quase poderoso exército dos cabeças brancas.

E permita-me aqui, caro Edison, aduzir um recado à respeitável destinatária de sua excelente correspondência:

Faça isso, Senhora Presidente. Complete seu trabalho. Proclame sua independência irrestrita em relação a esse câncer que consome as vísceras de nossas melhores construções, em todo o país, como era a obra de milhares de trabalhadores incansáveis, envelhecidos no exercício de uma profissão honesta, que serviu de exemplo e de sonho de realização profissional a gerações de brasileiros. Faça isso, Senhora Presidente, não só neste caso dos aposentados e pensionistas da PREVI, mas no de todos trabalhadores brasileiros que cumprem dignamente o dever cívico de trabalhar, trabalhar e trabalhar… não para assistir, em seus tempos de descanso, à derrocada da virtude e da ética, nas mãos dos poderosos; mas até ver este país consagrado como uma das grandes potências que talvez o mundo ainda não tenha conhecido: uma potência de paz, de harmonia, de trabalho honesto e cidadania consciente, “… um país que com o mal feito não se cumplicia jamais e que tem na defesa da moralidade e no combate à corrupção uma ação permanente, inquebrantável…”, conforme suas próprias palavras. Faça isso, Senhora Presidente, e tenha seu nome inscrito no pedestal heroico em que poucos administradores públicos podem hoje figurar: o memorial dos grandes e verdadeiros estadistas.

No Banco do Brasil, como no país inteiro, existe um contingente enorme de homens e mulheres incorruptíveis, carentes apenas de uma liderança forte no comando de uma grande cruzada pelo estabelecimento definitivo da dignidade nacional. Mas a coisa ainda vai mal, Senhora Presidente. E isso pode comprometer seus objetivos. Nunca se viu tamanha inversão de costumes, direitos, responsabilidades e tudo mais que diga respeito à construção de um Estado de Direito autêntico e não a de mais uma Casa de Mãe Joana, a que a cobiça e o oportunismo dos mal intencionados podem nos direcionar.

Desculpe-me, Edison, seu post não carece de complementação. A intenção é apenas solidarizar-me com você.

Paulo Motta.

(CONTINUA)

6 Comentários

050911

GARGALHADAS QUE NOS CUSTAM CARO

“Texto do último post revisado e corrigido a seguir”.

O Blog Previplano1 estampou, semana passada, dois posts assinados por Marcos Cordeiro e Edison de Bem, detonando o já celebérrimo Sasseron, eleito agora inimigo público número 1 dos aposentados e pensionistas da PREVI.

Realmente, são textos de alta contundência, no conhecido estilo demolidor daqueles dois excelentes escribas. Daqui a pouco, poderão surgir as velhas moções de agravo ou os incompreensíveis pedidos de expulsão, sabe-se lá de onde. E, como se delicia em alegres comentários nos cafés da Capital, parece que o atingido consegue compreender aquela argumentação filosófica de que é a tese que induz o nascimento da antítese. Vale dizer, são os próprios sasserons da vida que atraem para si mesmos toda essa forte indignação que move os desassistidos da PREVI. E gostam!

Daí, embora lamentemos que isso tenha de acontecer entre nós, por mais pacificadores e defensores da isenção plena que sejamos é impossível deixar de reconhecer o merecimento do Diretor de Inseguridade da PREVI às chicotadas em questão.

Falo de isenção, porque imagino algum nereu de fora de nosso círculo enxergando exageros nos textos. E, antes de qualquer indignação,devemos sempre procurar pelas razões que possam existir do lado de lá – do Governo, do Patrocinador, da PREVI, da PREVIC, dos sindicalistas, dos nereus, dos sasserons.

Evidentemente, não temos como absolutizar nossa própria imparcialidade, uma vez que também nos encontramos listados entre os aposentados da PREVI. Contudo, afirmo que muito me esforço para tanto, seja porque movido por um inarredável compromisso com o sentimento de justiça que me anima, seja porque aprendi a admirar e defender o Banco e a PREVI, em meus longos anos a serviço do primeiro. Se um dos primeiros princípios da ciência do direito é o estabelecimento do contraditório, a fim de se conhecerem as razões das partes em litígio, assim também devemos proceder em todas as questões de nossa vida, para minimizar a possibilidade de cometermos injustiças em nossos juízos pessoais.

Por tudo isso, é saudável sempre procedermos dessa forma, evitando, até onde nos seja possível, enveredar logo pelo caminho perigoso das emoções, diante de algo que nos atinja direta ou indiretamente. É claro que alguém tem de segurar o chicote. No caso de nossos batedores, é certo que se trata de pessoas muito bem informadas e articuladas, para fazê-lo com a segurança e a eficácia que demonstram. Estão em seu papel e se saem muito bem.

É verdade, amigos, que praticamente em todas essas questões levantadas, não vemos como creditar validade aos argumentos das instituições e de seus dirigentes envolvidos neste imbroglio, posto que quase nunca surge alguma explicação convincente daquelas partes. Quando arriscam alguma observação, aparecem aquelas argumentações canhestras, como a da PREVIC, tentando nos convencer de que a Resolução 026 veio para suprir uma figura de direito conhecida como vácuo jurídico. Na verdade, naquele assunto, estávamos claramente diante de um sofisma de alta classe, isto é, um argumento falso para induzir alguém em erro, produzido, no caso, por advogados sofisticados, profundos conhecedores das minúsculas brechas permitidas por nossas leis por onde fazer penetrar afirmações duvidosas competentemente mascaradas de verdade.

No entanto, senhor Sasseron, uma coisa nos intriga. Vale a pena faturar um salário tão gordo para passar por uma vergonha dessas e continuar gargalhando por aí, sem mover uma única palha por aqueles cujos direitos deveria, se não defender, pelo menos respeitar? A pecha de pau mandado, cruel e insensível, já está gravada em sua testa. Falta apenas não fazer nada pelo aumento dos valores e dos prazos do ES, 150/150 (nada menos que isso), para que possa ostentá-la orgulhosamente para sempre, se isso tanto lhe apraz.

Cordeiro e Bem, acredito na mansidão e no senso de justiça que de seus nomes emanam e imagino que, no fundo de suas almas, bem atrás da justa revolta que os move, devem até sofrer ao se sentirem obrigados a bater tão forte em um ser humano, ainda quando o próprio opte livremente pela absurda condição de hiena. É sim muito difícil assistir passivamente a essa devastação que arrebenta com os já combalidos alicerces morais de nossas instituições e seus representantes. De que outra forma vocês poderiam enfrentar os dentes afiados de quem acha graça em exibi-los para debochar da desgraça daqueles que representam?

Por isso, caros amigos, ninguém pode atacá-los. Vocês batem forte em defesa dos fracos, dos espoliados, dos mal representados. Haveríamos que suportar o pesado estigma da covardia, se não nos solidarizássemos com suas posições fulminantes.

E a você, Sasseron, podemos lhe dizer que, pelo visto, à fonte em que se bebem as águas límpidas do verdadeiro altruísmo você não tem como chegar. Nas academias materialistas em que você aprendeu, não se ensina a ler a proximidade do fim, nas fissuras das construções momentaneamente sólidas, mas que começam a se desmanchar quando conduzidas por homens que não enxergam nada além do próprio umbigo? O festival de contradições com que você e seus pares tecem suas obras já anuncia que isso não vai longe. Não demora muito e seus desassistidos encontrarão o calcanhar desse Aquiles cego, surdo, mudo e gargalhante que você ajuda a nutrir tanto a sua volta como dentro de si mesmo.

A ideia geral crescente é que vocês trabalham apenas para si mesmos. São vocês próprios que constroem essas imagens negativas que seus nomes evocam. E, por esse caminho, não tarda a soar a hora final…

O Blog é pouco comentado, porém bastante lido. O último post, O BANIMENTO DA AAPPREVI (220811), teve apenas 4 comentários, mas foi visitado 624 vezes. Isso mostra que as ideias aqui registradas estão circulando. O movimento cresce. Cresce o PREVI PLANO 1, cresce o PREVIPB1EMFOCO, cresce a AAPPREVI e cresce a UNAP-BB, cresce a TV CORUJA e crescem todos que aderem à INSURREIÇÃO DOS CABEÇAS BRANCAS.

Paulo Motta.

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040911

GARGALHADAS QUE NOS CUSTAM CARO

O Blog Previplano1 estampou, na semana passada, dois posts assinados por Marcos Cordeiro e Edison de Bem, detonando o já celebérrimo Sasseron, eleito agora inimigo público número 1 dos aposentados e pensionistas da PREVI.

Realmente, são textos de alta contundência, no conhecido estilo demolidor daqueles dois escribas. Daqui a pouco, poderão surgir as velhas moções de agravo ou os incompreensíveis pedidos de expulsão, sabe-se lá de onde. E parece que o atingido, supostamente pessoa inteligente, não consegue compreender aquela argumentação filosófica de que é a tese que induz o nascimento da antítese. Vale dizer, são os próprios sasserons da vida que atraem para si toda essa indignação que move os desassistidos da PREVI.

Daí, embora lamentemos que isso tenha de acontecer entre nós, por mais pacificadores e defensores da isenção plena que sejamos é impossível deixar de reconhecer o merecimento do Diretor de Inseguridade da PREVI às chicotadas em questão.

Falo de isenção, em face de que, antes de qualquer indignação, devemos sempre procurar pelas razões que possam existir do lado de lá – do Governo, do Patrocinador, da PREVI, da PREVIC, dos sindicalistas, dos nereus, dos sasserons.

Evidentemente, não temos como absolutizar nossa própria imparcialidade, uma vez que também nos encontramos listados entre os aposentados da PREVI. Contudo, afirmo que muito me esforço para tanto, seja porque movido por um inarredável compromisso com o sentimento de justiça que me anima, seja porque aprendi a admirar e defender o Banco e a PREVI, em meus longos anos a serviço do primeiro. Se um dos primeiros princípios da ciência do direito é o estabelecimento do contraditório, a fim de se conhecerem as razões das partes em litígio, assim também devemos proceder em todas as questões de nossa vida, para minimizar a possibilidade de cometermos injustiças em nossos juízos pessoais.

Por tudo isso, busquemos sempre proceder dessa forma, evitando, até onde nos seja possível, enveredar logo pelo caminho perigoso das emoções, diante de algo que nos atinja direta ou indiretamente. É claro que alguém tem de segurar o chicote. No caso de nossos batedores, é certo que se trata de pessoas muito bem informadas, para fazê-lo com a segurança e a eficácia que demonstram.

E é verdade, amigos, que praticamente em todas essas questões levantadas, não vemos como creditar validade aos argumentos das instituições e de seus dirigentes envolvidos neste embroglio, posto que quase nunca surge alguma explicação convincente daquelas partes. Quando arriscam alguma observação, aparecem aquelas argumentações canhestras, como a da PREVIC, tentando nos convencer de que a Resolução 026 veio para suprir uma figura de direito conhecida como vácuo jurídico. Na verdade, naquele assunto, estávamos claramente diante de um sofisma de alta classe, isto é, um argumento falso para induzir alguém em erro, produzido, no caso, por advogados sofisticados, profundos conhecedores das minúsculas brechas permitidas por nossas leis por onde fazer penetrar afirmações duvidosas competentemente mascaradas de verdade.

Senhor Sasseron, vale a pena faturar um salário tão gordo para passar por uma vergonha dessas e continuar gargalhando por aí, sem mover uma única palha por aqueles cujos direitos deveria, se não defender, pelo menos respeitar? A pecha de pau mandado, cruel e insensível, já está gravada em sua testa. Falta apenas não fazer nada pelo aumento dos valores e dos prazos do ES, 150/150 (nada menos que isso), para que possa ostentá-la orgulhosamente para sempre, se isso tanto lhe apraz.

Cordeiro e Bem, acredito na mansidão e no senso de justiça que de seus nomes emanam e imagino que, no fundo de suas almas, bem atrás da revolta que os move, devem até sofrer ao se sentirem obrigados a bater tão forte em um ser humano, ainda quando o próprio opte livremente pela absurda condição de hiena. É sim muito difícil assistir passivamente a essa devastação que arrebenta com os já combalidos alicerces morais de nossas instituições e seus representantes. De que outra forma vocês poderiam enfrentar os dentes afiados de quem acha graça em exibi-los para debochar da desgraça daqueles que representam?

Por isso, caros amigos, ninguém pode atacá-los. Vocês batem forte em defesa dos fracos, dos espoliados, dos mal representados. Haveríamos que suportar o pesado estigma da covardia, se não nos solidarizássemos com suas palavras fulminantes.

E a você, Sasseron, podemos lhe dizer que, pelo visto, à fonte em que se bebem as águas límpidas do verdadeiro altruísmo você não tem como chegar. E nas academias materialistas em que você aprendeu, não se ensina a ler a proximidade do fim, nas fissuras das construções momentaneamente sólidas, mas que começam a se desmanchar quando conduzidas por homens que não enxergam nada além do próprio umbigo? O festival de contradições com que você e seus pares tecem suas obras já anuncia que isso não vai longe. Não demora muito e seus desassistidos encontrarão o calcanhar desse Aquiles cego, surdo, mudo e gargalhante que você ajuda a nutrir tanto a sua volta como dentro de si mesmo.

A ideia geral crescente é que vocês trabalham apenas para si mesmos. São vocês próprios que constroem essas imagens negativas que seus nomes evocam. E, por esse caminho, não tarda a soar a hora final…

O Blog é pouco comentado, porém bastante lido. O último post, O BANIMENTO DA AAPPREVI (220811), teve apenas 5 comentários, mas foi visitado 624 vezes. Isso mostra que as ideias aqui registradas estão circulando. O movimento cresce. Cresce o PREVI PLANO 1, cresce o PREVIPB1EMFOCO, cresce a AAPPREVI e cresce a UNAP-BB, cresce a TV CORUJA e crescem todos que aderem à INSURREIÇÃO DOS CABEÇAS BRANCAS.

Paulo Motta.

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