100401

ASSENTO À MESA DE NEGOCIAÇÕES

Se os homens não tivessem pontos de vista diferentes , não haveria evolução. Assim, é natural que pululem opiniões divergentes a respeito desta questão à epígrafe, segundo o conhecimento que cada um tem do assunto.

Defendo incondicionalmente a designação de MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE, e nem há mais necessidade de explicar porquê. Muitos comentaristas já o fizeram, de forma até superior a mim. Àqueles que defendem as posições de Isa, explico que também tenho por ela muito respeito e, em momento algum, extrapolei os limites da crítica civilizada que lhe fiz. O problema é que há informações circulando de que as AFAS são organizações conduzidas sob forte influência da ANABB. Como se não bastasse isso, para inviabilizar alguém que delas surja, ainda que de bom caráter e intenção, se um crítico da estatura de JOÃO ROSSI escreve um comentário como esse seu de hoje, é evidente que a reunião não passará mesmo de mais um belo espetáculo circense; porém, circo desses de nossos dias, que divertem até crianças, e não circo romano, no caso da presença de MARCOS.

Não sei de que profundidades Rossi retira tanto conhecimento correto; mas, que ele tem autoridade moral para dizer o que sempre diz, lá isso tem! Nunca consigo discordar de seus argumentos. Apenas, neste episódio, embora reconheça a possibilidade de o quadro geral ser mesmo esse que desenhou sobre o picadeiro da cadeira reservada, não posso deixar de preservar uma ponta de fé no verbo arrasador do MARCOS. A força de Marcos é transcendental! Não falo assim, em virtude de posições religiosas, que sou espiritualista – é diferente. Mas afirmo que Marcos encarna o espírito de Elias e João Batista. É impossível vergá-lo! O mesmo acontece com você, Rossi. Não acredito que algum juiz deste planeta Brasil consiga produzir uma peça jurídica superior àquele seu “Quem pode mais…?”, sobre esse conflito entre a LC109 e a Resolução 026. E há gigantes poderosos envolvendo-nos por todos os lados. Você os desafia de frente.

A arena estará realmente repleta de leões. Porém, nosso gladiador é terrível! “Quem pode mais?”…

Paulo Motta

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060411

CONVOCAÇÃO GERAL!

Convoco a todos para que nos unamos em torno de um mesmo nome, já que nos encontramos fechados no mesmo ideal.

É claro que alguns tem suas razões para não atender a este chamado, em face de suas preferências pessoais. Aqui, encontram-se dois aspectos do Estado democrático. O direito de escolha e o enfraquecimento da oposição. Uma pena! Porque os poderosos que enfrentamos continuarão onde estão, enquanto nós permaneceremos incapazes de formar um bloco monolítico como o deles.

No entanto, os que criamos e frequentamos alguns blogs, como o Previplano1, o Previpb1emfoco e o Superavitsprevi, sabemos muito bem quem é o Presidente de associação que deveria se assentar nessa última cadeira que sobrou.

Marcos Cordeiro de Andrade desperta emoções contrárias, é verdade. Mas é muito raro que uma pessoa consiga projetar tão nítida uma imagem de honestidade, dignidade e competência administrativa, assim como uma notória capacidade de argumentação como a desse nosso grande amigo e condutor.

Marcos acendeu uma luz de esperança para todos nós! Gritemos seu nome agora bem alto para ver se Isa Nossa Musa escuta e faça o que ela pode fazer melhor que ninguém para nos ajudar a colocar nosso cordeiro brabo a seu lado, no dia “D”!

Na verdade, o Marcos só é brabo e durão com os opressores e poderosos, os valentões e os arrogantes. Com os pequenos, os explorados, os injustiçados, é sensível qual uma criança emocionada e tem o coração mole como o linho da túnica de Cristo…

Esse é nome que devemos gritar bem alto, para que os demais presidentes de associações tenham a humildade de arquivar por um momento suas diferenças pessoais e possam escutar este brado:

“QUEREM UMA REPRESENTAÇÃO FORTE, DEMOCRÁTICA, AUTÊNTICA? ESSE É O CARA!…”

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A SÍNDROME DOS GIGANTES

A SÍNDROME DOS GIGANTES

PRELÚDIO

Verão de 1967. Agência BB Santa Maria do Suaçuí (MG). O responsável pela limpeza dos sanitários já não faxina o recinto, não cuida da troca diária do material usado, não retira a poeira e assim por diante. Os funcionários vão deixando a coisa acontecer e atirando papel higiênico pra todo lado. O lugar vai ficando um horror só. Um dia, no espelho, está gravada esta frase, tão válida e atual quanto o Axioma de Lavoisier e o Teorema de Pitágoras:

“NADA TEM MAIS ADEPTOS DO QUE UMA ESCULHAMBAÇÃO…”

Peço desculpas pelo mal humor de hoje. Sempre procuro ser tolerante e compreensivo com meus adversários, detratores e inimigos, se os tenho, porque sempre acreditei que, tanto quanto eu, também eles tem lá suas razões. Mas essa historinha de hoje é sobre um fato que bateu a paciência, talvez em face das vivências parecidas que nos têm perturbado a todos nós, aposentados e pensionistas, detentores de direitos desrespeitados, ignorados, pisados e esculhambados.

Não somente o Governo, o Banco, a Previ e a Anabb, nossos conhecidos e destemidos cíclopes dormem seu sono profundo de completo alheamento aos problemas que afligem àqueles a quem deveriam dispensar seus melhores cuidados. Há outros colossos sonolentos soltos no pedaço.

Dizer que o Governo do PT muito tem feito pelo povo não é reproduzir uma verdade integral. O que seus programas assistencialistas fazem, embora tenha melhorado a vida de muitos, é verdade, equivale àquelas migalhas que sobram para os cães, sob as mesas fartas dos comensais de cima – um aparte para lembrar que o Governo PSDB era pior. Os governos, na verdade, fazem muito é por si mesmos. Também já estive no poder executivo e sei como é a vida do outro lado do balcão de compra e venda de votos, de onde me evadi por não tolerar o mau cheiro das consciências de boa parte dos circunstantes. Para se ter uma idéia do quadro, basta vermos o oceano de escândalos que inunda o cenário político nacional, em que só vemos más notícias para compensação dos impostos que pagamos, enquanto os parlamentares seguem tranquilamente aumentando seus salários em percentuais inimagináveis para os trabalhadores. Basta também lermos as informações veiculadas pela mídia sobre o montante, em bilhões, que a corrupção consome neste estranho lugar que De Gaulle disse não ser um país sério. Na realidade, o general falou demais. Não precisava da palavra sério…

O Banco, bem, o Banco não sabemos mais aonde quer chegar em seu gigantismo crescente, ao que tudo indica à custa também de nutrientes estranhos àquela que deveria ser sua tradicional, única e recomendada dieta: o lucro gerado pela competência de seus administradores e funcionários, e não as sobras de caixa de nosso fundo de pensão.

A Previ, essa das flores e das rosas, tão crescida e ajardinada, já não mais enxerga cá em baixo, onde se arrastam supostos assistidos seus, aposentados e pensionistas abandonados, muitos, a degradantes benefícios mensais pingados em suas contas correntes.

A Anabb, outra gigante milionária, não serve a seus pequenos componentes, senão ao grande patrão, como rezam os próprios estatutos daquela entidade, e como é hoje voz geral entre funcionários ativos e aposentados E agora me aparece uma tal de HP – Hewlett-Packard, gigante do mundo das impressoras, em seu profundo sono letárgico de total desrespeito a seus clientes, para atormentar meus dias de pequeno empresário.

Guardem bem o nome: HP – HEWLETT-PACKARD. Bonito, não? Aportou aqui no Brasil, originária não sei bem de onde e montou uma curiosa e muito eficiente forma de zombar de seus clientes, embora saiba de fato produzir equipamentos de alto nível. Vendeu-me uma impressora no valor de R$ 885,00 (pagos antecipadamente) modelo PROFESSIONAL, em dezembro de 2010, que aqui chegou esparramando tinta pra todo lado. Comunicamos o fato imediamente à vendedora, que nos pediu 48 horas para tomar uma providência. Dai até hoje, foram cerca de uma dezena de telefonemas, invariavelmente respondidos da mesma forma, depois de largo tempo, por seus robôs treinados e seus discursos decorados: “Senhor, obrigado, por esperar. Realmente, em sua ficha consta um atraso no atendimento a sua reclamação. Dentro de 48 horas, você receberá um ticket autorizando a remessa do equipamento via correios…blá, blá, blá e blá, blá, blá…” e nada de ticket, depois de 100, 120, 150, 200, 300 horas. Nossos pedidos para falar com algum supervisor ou gerente são prontamente descartados. As excelências não atendem clientes mortais. Engraçado, sou o administrador de minha loja e falo tranquilamente com os atendentes da HP, sem nenhum complexo de superioridade. O Departamento de Vendas da gigante diz que nada pode fazer, mesmo diante da informação, educadamente anunciada, de que não nos resta senão processar a empresa e divulgar pra toda parte, com engenho e arte, se possível, a suprema incompetência e o extremo descaso da HP.

É a síndrome dos gigantes. Aquela mesma que atacou Mubarak, lá no longe egito. É o virus do poder exagerado, da grandeza sem limites que o capitalismo permite, aquele que obceca, seda e cega os grandes e poderosos. Isso sempre existiu por aí. Mas, atualmente, parece, o mal em causa assume ares de pandemia. Vale a pena ler Eduardo Galeano, “Patas Arriba” (La Escuela del Mundo ao Revés – Mãos ao alto! (A Escola do Mundo ao Contrário)”, para se ver até que ponto os gigantes já dominaram o planeta, e o público pagante quase nenhuma consciência tem de seus estragos no mundo.

A espiritualidade tem dito que está chegando o fim do reinado dos grandalhões. Mas o mundo capitalista dos poderosos – não por ser capitalista, fosse comunista da mesma forma se comportaria – nunca teve tempo nem interesse algum pelos assuntos transcendentais e não têm a menor consciência de que podem estar com os dias contados, se permanecerem trabalhando para construir essas estruturas de injustiças e desigualdades em que vêm se deliciando do alto das imensas fortunas e dos gigantescos poderes que acumularam em cima da ingenuidade dos povos.

Meus amigos, se não quiserem passar raiva, muita raiva mesmo (!), não adquiram produtos HP. São muito bons enquanto não apresentam defeitos. Se isso ocorrer, podem jogar no lixo. Ninguém lá vai querer saber de vocês, principalmente se o equipamento adquirido estiver dentro do tempo de garantia.

Não tem jeito. Nem com muita reza braba a coisa funciona. Vamos ver se a justiça consegue. Quero R$ 9.000,00 de indenização, pelo lucro cessante e depesas incessantes de três meses. As encomendas se desfizeram. As aranhas se divertem em cima dos pedidos. O produto se auto-intitula PROFESSIONAL…

Procurei meu advogado para instruir uma ação contra a HP – a coisa se chama ATERMAÇÃO. É gratuita. O nobre, jovem e competente Dr. Ricardo, meu amigo particular, falou-me assim: Que bom! Estamos juntos. Também estou aqui preparando minha documentação contra a HP, pelo mesmo motivo: “meu equipamento novo não funciona, o ticket não chega, os serviços acumulam, a raiva aumenta…”, e por aí afora…

Isso não é um assunto de interesse apenas pessoal, como pode parecer. Todos nós estamos expostos ao ataque dessas enfermidades que vêm se tornando cada vez mais agressivas nos tempos modernos.

Mega-empresas-modelo, como o Banco do Brasil, e instâncias de lei superiores, como os tribunais , não podem ser contaminados pelo vírus da desordem, para que nós, cidadãos comuns, como nos chamam, possamos acreditar na boa intenção das cúpulas administrativas das grandes instituições e na blindagem moral dos homens que conseguem chegar ao topo da ordem jurídica de uma nação.

Como discípulo da Velhinha de Taubaté (alguém se lembra da figura?), gostaria de permanecer descansando na santa ingenuidade daqueles que se recusam a abrir os olhos e mirar o pântano em que o mundo moderno começa a mergulhar. O Problema é que artigos contundentes como esses do Marcos Cordeiro, “A MALDIÇÃO DE SAUÍPE” e “ASSÉDIO DO MAL”, não nos deixa mais dormir em paz o sagrado sono dos que não querem saber de nada. Outro problema também é que acabamos descobrindo que somos dos que querem e preciam saber. E as palavras de Marcos lembram a voz de Cristo, nas escadarias do Templo daqueloutro Salomão, denunciando as transgressões dos magistrados de Israel de então.

A versão digital gratuita do livro JHASSUA (Rássua), o Cristo Censurado, que conta essas histórias, sem a tesoura dos poderosos, estará à disposição, dentro de alguns dias, neste blog, e, por gentileza de nosso líder, no previplano1.com.br.

Gostaria de dizer aos meritíssimos juízes e aos senhores dirigentes de nossas instituições superavitárias, com todo respeito, que, embora figure entre os escribas menores, e não tenham meus textos repercussão significativa, passo boa parte de meus dias a escrever e, tivesse de citá-los, preferiria fazê-lo sempre enaltecendo os bons exemplos e as sábias decisões que deles todos nós esperamos. Mas… infelizmente, segundo o que corre pelos blogs e começa a brotar também na grande imprensa, isso tem ficado realmente bem difícil!…

Para satisfação de todos nós, de um lado e do outro, senhores Juízes e Dirigentes, por favor façam alguma coisa realmente inteligente e boa para acabar com essa pendenga.

Paz! Muita paz de consciência, para que esses homens que cresceram muito possam continuar vendo os pequenos se debatendo lá em baixo.

Paulo Motta.

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A PRÓXIMA BATALHA

A PRÓXIMA BATALHA

Embora restrinja seu poder financeiro, a atitude da AAPREVI de não cogitar em aumentar a mensalidade nem, tampouco, realizar campanhas de arrecadação, é um dos grandes pilares da imensa credibilidade de que desfruta nossa associação.

Aí está uma inovação altamente positiva, que distingue a Entidade e seus dirigentes de outras que conhecemos, tradicionalmente dominadas pelo apetite de lucros e ganhos diversos, a qualquer custo. Essa postura, aliada à solidez moral de seus diretores e ao verbo certeiro e demolidor de nosso presidente consolidaram plenamente a confiança dos aposentados.

O que a AAPREVI já fez por nós vale muito mais que o pouco ou nada já fizeram a ANABB e nossos representantes-vírgula-quarenta-e-quatro-mil-por-mês. Trabalhar para o crescimento da AAPREVI não é a próxima batalha. É uma luta constante. Faça pois parte do dia-a-dia de nossas atividades. A AAPREVI é nosso grão de mostarda, a pequena semente que crescerá até que nossas frontes encanecidas possam conhecer a sombra da grande árvore que estamos plantando.

As manifestações públicas serão sempre novas batalhas, se necessárias. Mas também não são ainda a próxima. O panelaço, se o considerarmos não como um protesto barulhento para sensibilizar a sociedade, senão como o envio de uma embaixada de alto nível, credenciada sem protocolos nem burocracias, para adentrar, em nosso nome, a fortaleza de ouro da previdência imprevidente, se assim pensarmos, então, o evento foi, de fato, uma operação muito bem sucedida. O fundamental era anunciar ao Templo, face a face, que possuímos hoje nítida e sólida consciência de sermos os reais proprietários do tesouro acumulado lá dentro.

E isso aconteceu.

Quem não viu assim convém fazer uma nova leitura da situação criada, porque ainda poderemos precisar de mais alguma missão dirigida ao centro da toca dos gigantes – Brasília. Fora de nosso território, cuidado redobrado, que, como aqui dentro os sasserons, pululam na mídia espécies francamente desafetas nossas.

Entre os muitos bons profissionais de imprensa, existem aqueles que parecem escrever e falar apenas para satisfazer o grande público, como as mírians-leitão da vida, e não mergulham nas águas mais profundas das verdades que lhes não interessam. No passado, essa gente já despertou boa parcela da sociedade contra o Banco e seus funcionários ativos. Poderiam se sensibilizar com nossa causa? Nem todos, convenhamos.

Atendamos à voz da razão, eficaz e necessária, em alternância com os momentos de explosão emocional e os xingamentos incontidos. É um fato que tanto Marcos como João Rossi, Holbein e Russel, para falar apenas de alguns de nossos maiores, às vezes parecem jogar pesado com as instituições aposentadófobas que nos desrespeitam e iludem. No entanto, não se acordam gigantes com fala mansa e palavras delicadas. Somente o grosso rugir das feras chega a seus indiferentes ouvidos. Mas isso não significa dizer que somos apenas gritos e petardos. No panelaço, mostramos nossa capacidade de diálogo. Essa versatilidade, essa faculdade de passar do boxe verbal à diplomacia refinada, bem caracteriza nossos experientes aposentados, que aprenderam a enfrentar situações difíceis, no balcão de negócios bancários, por longos e longos anos dedicados ao crescimento do Patrocinador de nosso fundo de pensão.

E aqui, é bom voltar a perguntar: quem patrocina quem, nessa história do Superavit? Não é a Previ que hoje patrocina o Banco? Não somos nós que sempre patrocinamos a Previ?

E quem acha que bancário deve ganhar mal não tem noção da agilidade mental e da capacidade de decisão correta e rápida que se necessita desenvolver nessa injustiçada profissão. Diferentes, é claro, são nossos próprios representantes e diretores, que embora conheçam o valor profissional e ético do corpo funcional do Banco, insistem também em transformá-lo em capital humano inconsciente e escravizado, como se ainda fosse possível essa façanha em tempos de internet e de farta veiculação de informações. E menor idéia fazem nossos detratores lá de fora do desgaste e da tensão que esse acionamento diário e acelerado dos neurónios provoca nos profissionais do ramo. E menos consciência muita gente tem, ainda, de que merecemos aposentar-nos com dignidade e ter nossos direitos respeitados, como, de resto, disso carecem todos que dedicam dezenas de anos à existência e ao crescimento da empresa a que servem.

Este espaço é diferente dos demais blogs, mais especializados em informação atualizada, aqui o objetivo maior é a reflexão, a partir de tudo que tem sido possível beber na taça de sabedoria e conhecimento de nosso líder e de nossos bons comentaristas.

É verdade que incenso demais atrapalha e homens sérios como Marcos, João Rossi, Edgardo, Juarez Barbosa, Russel, Aristophanes, Holbein e outros, não precisam de muitos elogios para adquirir e preservar nítida noção de suas capacidades. Nunca é demais lembrar, no entanto, que nossos líderes, porta-vozes e conselheiros, embora saibam fazer seu trabalho, quando acertam o alvo com precisão, em magníficas estocadas, não podemos deixar de expressar nossa admiração por esses que têm se revelado heróicos combatentes e verdadeiros blindados morais, nesta formidável GUERRA DOS CABEÇAS BRANCAS.

Talvez aqui, Marcos, você venha puxar minha orelha, por voltar a chamar de guerra o maravilhoso movimento por você desencadeado e que, a rigor e de pleno direito, somente você pode nomear como bem queira. À vontade, Comandante. Sou um simples soldado voluntário em seu extraordinário exército de funcionários formados em ética, direito, administração, contabilidade, organização e métodos, na excelente Universidade que, no passado, sempre foi o Banco do Brasil. Infelizmente, porém, não vejo palavra melhor para qualificar essa explosão de inconformismo que hoje agita esses homens e mulheres valentes, cujo prazo de validade muita gente considerava vencido e, no entanto, levantam agora a admirável arma da desobediência civil diante desses inaceitáveis atentados a seu patrimônio.

É você, Marcos, o líder tão esperado e respeitado pelos desassistidos de Nossa Senhora da Caixa-Preta, para a qual pouco adianta rezar, mas muito vale mostrar nossa força. Não procuramos vencidos nem vencedores. Queremos somente direitos. Afinal, somos inequivocamente do bem. Estamos apenas injuriados com as vazantes que se multiplicaram na caixa-forte de nosso patrimônio e pretendemos inaugurar um novo conceito e um novo sistema de administração previdenciária, centrado na transparência, na solidariedade e na intenção pura.

Perdemos algumas batalhas, como alertou em um de seus textos nosso futuro presidente da PREVI (“benza, ó Deus!”), mas já vencemos outras e vamos sim ganhar esta guerra. Não tenho autorização para dizer o que disse e talvez venha aí outro puxão de orelha. Ocorre, porém, que vai ficando cada vez mais difícil segurar esse sonho lá no centro de discrição de cada um de nós. E fiquem todos tranquilos. Não tripudiaremos sobre os vencidos. A verdadeira vitória do homem há que ser em todos os sentidos, inclusive sobre si mesmo, proclamando a idéia do bem, da tolerância e da solidariedade universal acima de tudo.

Não há próxima batalha. Todas são lutas incessantes. Não haja trégua em nenhuma delas. A Ação de Inconstitucionalidade, o realinhamento do Plano 1, as eleições na Previ. Existe, sim, ao tempo de cada uma, aquela em que devemos fazer carga máxima. Seria, por exemplo, esta, agora, de levar o Marcos e o João Rossi à mesa de negociações – se eles se dispusessem, é claro – contornando, se é possível, as exigências do Memorando de Desentendimento. Como conseguir isso? Não sei. Sem eles, os poderosos vão nos massacrar novamente. Talvez a Federação de nossas associações possa e queira fazer alguma coisa.

Não há próxima batalha para nós. Todas são atuais. Não podemos nos distrair com nenhuma, pois que, enquanto desviamos nossa atenção de alguma, os gigantes estão lá, acordados sempre, imaginando novas estratégias de combate contra nossos direitos.

Paulo Motta.

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SUPERAVIT

O BANCO DO BRASIL TEM UM NOME A PRESERVAR

A burocracia que encontrei para obter o endereço da Direção Geral valeu-me a idéia de publicar aqui as palavras que gostaria de dirigir ao Banco, sobre a questão do superavit.

Hesito em colocar no mesmo plano o Governo Federal, os diretores da PREVI, da ANABB e do BANCO. Chegaram-me informações de que a direção do BB gostaria que as coisas fossem diferentes; mas a pressão do Governo teria sido muito forte. Sinto uma ingênua vontade de acreditar nisso. Uma das razões é que, embora o silêncio de quem se encontra no comando direto do Banco sugira intenção diversa, ainda resta o capítulo do re-alinhamento para que parte das distorções consignadas possam ser corrigidas. E os senhores da situação, assim como nossos até agora pseudo-representantes, podem estar preocupados com o percentual de respeito de que também necessitam. Outro aspecto é que se há uma instituição que pode sensibilizar o Governo essa é justamente o Banco, que, provavelmente, pode não querer sair dessa história como o grande vilão. E já é bem negativo o estigma que o Patrocinador de nosso fundo de pensão começa a carregar. Seus diretores deveriam fazer ver ao governo que o Banco não pode subestimar o capital de inteligência e probidade de seu plantel de aposentados. E os aposentados necessitam exibir às instituições que dizem representá-los sua capacidade de capitanear uma campanha consistente e capaz de acordar em todos uma consciência suficientemente desenvolvida, para protestar com sabedoria e dignidade contra a violação de direitos consolidados em letra de Lei e de estatutos previdenciários.

No final, todos, de um lado e de outro, seria bom se levantássemos a bandeira branca da paz. Hoje, porém, a adjetivação pesada de muitos cabeças brancas é compreensível e profundamente terapêutica. Não fora o espaço oferecido pelo Blog Previplano1, pos-sivelmente muitos não suportariam a tensão vivida por conta da questão do superávit. E a palavra fulminante de João Rossi atinge o alvo como uma flecha certeira. “A boca fala da abundância do coração…”. Marcos, João, Edgardo e Aristophanes externam o que têm por dentro, sem dissimulações. Mas, em suas estocadas, segura a espada um espírito avançado de justiça e solidariedade. Precisamos de homens assim, na mesa de negociações. Difícil, é verdade. O tal Termo de Compromisso não permitirá outros representantes senão aqueles que o assinaram.

­Já as posições da cúpula da PREVI e da ANABB foram realmente lamentáveis. Ambas poderiam sim ter ensaiado uma reação positiva contra o tratamento dispensado aos aposentados e pensionistas. Afinal, para que existem? Para dizer amém, nada mais? Quanto ao governo, esse podemos criticar à vontade, porque é de lá que as injustiças partem. Governo bom é exceção – não de exceção. A regra é a ganância, o pragmatismo exacerbado e a banalização do desrespeito. Maquiavel é o deus encarnado dos príncipes e dos políticos…

“CARTA ABERTA À DIREÇÃO GERAL DO BANCO DO BRASIL

Mercês (MG), 29 de janeiro de 2011.

Senhor presidente e demais diretores,

Extrema pretensão que um simples funcionário aposentado, sem qualquer outra credencial, venha dirigir-se aos senhores, nos presentes termos.

No entanto, não seja o fato interpretado como falta de respeito, o que absolutamente não faz parte da intenção do signatário. O que se deseja aqui é tão somente manifestar uma preocupação e uma insatisfação com referência à atitude geral dos gestores de nosso fundo de pensão, neste episódio dos superávits.

Distantes dos centros e das mesas de decisões, circulam notícias sobre distorções e injustiças aparentemente cometidas pelos dirigentes da Previ, na administração anterior. O Banco praticamente não se pronuncia sobre o assunto. E, como é amplamente sabido, dizem juristas e aposentados bem informados que a Resolução 026 contraria frontalmente as leis que regem a matéria. Segundo tais vozes, conforme definem claramente os estatutos da Previ, os recursos superavitários daquela Entidade pertencem a seus assistidos.

Fala-se ainda que a abertura para re-alinhamento do Plano 1 não teria passado de hábil sugestão no sentido de direcionar o voto incauto para a aprovação do acordo. Diz-se também que, se a Resolução 026 não permite concessão de benefícios definitivos, há medidas temporárias, eficazes, legais e justas, para distinguir os aposentados do pessoal da ativa e dos que receberam o Renda Certa imerecidamente. Ou em algum artigo dos estatutos do Fundo recomenda-se distinção previdenciária a associados não assistidos?

Desse modo, tem sido possível perceber uma inconsistência crescente em tudo que diz respeito ao superavit. E realmente não parece justa a forma como o direito de manifestação foi concedido aos principais interessados.

Se tudo isso é verdade, não estaria o Banco colocando assim o pé na própria armadilha? A expressão é forte; mas é o que se comenta.

Ao limitar a 20% o direito dos que se aposentaram, e confirmar, por omissão, as milionárias distribuições efetuadas aos que trabalharam além do tempo necessário, o Patrocinador estaria assinando embaixo do erro cometido pela Previ. Ou o Banco autorizou a medida, por alguma razão que desconhecemos? Se todas as partes consideradas têm direito à devolução, como agora o Banco passou a reconhecer por escrito, a quem pertence, pelo menos, a prioridade? Fundo de pensão não é para aposentados? Se o Banco entende que estes têm direito à restituição, por que limitá-la a 20%, enquanto (relativamente aos que permaneceram na ativa) não exigiu da Previ a fixação de, pelo menos, um teto vinculado à existência de saldo para contemplação dos demais?

Na razão inversa do direito ora reconhecido, para uns o mínimo, para outros o máximo! E por que razão os funcionários da ativa estão dispensados da contribuição mensal, até fazendo jus, por antecipação, aos mesmos benefícios dos aposentados? Que tribunal se arriscará a referendar uma distribuição estranha como essa, em um clima de insatisfação e denúncias generalizadas? Se isso ocorrer, a condição humana dos senhores juízes não terá rompido com o sentido superior de justiça que deve animá-los? Não é assim que começa a se desfazer o Estado de Direito? Até agora, somente o direito dos assistidos é tido como legítimo, cristalino, inquestionável. Ironicamente, justo esse segmento tem manifestado contundente e bem fundamentado repúdio ao acordo, estrategicamente montado para resultar na aprovação de uma maioria pré-fabricada, conforme se difunde.

Com efetivo poder de decisão sobre o destino dos recursos, até poderia ser da vontade dos aposentados conceder ao Banco uma parte do superávit, como reconhecimento pela ajuda que, no passado, efetivamente dispensou para criação e manutenção da Previ. Assim fosse, e ao Banco se oferecessem 20% do valor a distribuir, os senhores achariam razoável a proposta e fechariam um acordo? Essa, a situação em que se encontram agora os assistidos. E todos que estudam minuciosamente o caso consideram lesivo o percentual imposto. Os adjetivos mais suaves são estes, em itálico, segundo comentários indignados que circulam pela internet.

Procuro aqui exercitar um distanciamento razoável, para analisar a questão da forma mais imparcial possível. Difícil, uma vez que também me encontro entre os aposentados da Previ, há quase vinte anos. Infelizmente, contudo, não me tem sido possível compreender a atitude do Banco, que sempre defendi, em minha vida profissional, sob todos os aspectos. A orientação é do Governo, claro; mas não há como entender porque Governo, Banco e Previ arriscam uma exposição negativa diante da opinião pública e até do sistema financeiro internacional, em cuja direção muitos insatisfeitos já se movimentam.

Sempre entendemos que ao Banco cabe a pacificação da grande família por ele próprio criada. Como pode agora fechar os olhos a essa discórdia progressiva que já se alastra para fora da própria Casa? A quem interessa tamanha mostra de tanta decisão polêmica?

Não será que o Banco se equivoca nessa política divisionista? “Todo reino dividido contra si mesmo não subsiste”. Aquiles também tinha calcanhar. Golias se deu mal. A história não autoriza os gigantes a confiar excessivamente na própria força. E é desse tipo a impressão que o Patrocinador do Fundo passa agora aos que se sentem prejudicados. Por que não se dialoga diretamente com esse segmento de insatisfeitos, hoje autenticamente representados apenas pela AAPREVI e por alguns outros movimentos nascentes, como a UNAP, por exemplo?

Os aposentados começam a falar em direcionar seus interesses para outros bancos. Associações que já não privam da confiança de seus afiliados poderão assistir a uma grande debandada para outra entidade capaz de traduzir melhor as expectativas dos insatisfeitos.

O GRITO DOS CABEÇAS BRANCAS já se espalha pela internet (blogs e, agora, twiter e orkut) e chega até as lideranças do sistema financeiro internacional. Não demora, entrará no assunto a grande imprensa, privatista por excelência e que nunca morreu de amores pelo Banco.

Mas há algo que nos une: somos todos contrários à privatização do Banco?… Ou não?

Com respeito, insatisfação crescente e muita preocupação,

PAULO ROBERTO BRANDÃO DA MOTA

8.174.700-4 ”

Nota: O texto acima foi também encaminhado ao Banco, por e-mail, em 14.12.10.

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Uma Historinha Sem Graça

À ATENÇÃO DOS PODEROSOS…

Gostaria que estas palavras chegassem aos atuais senhores do poder, no País, no Banco do Brasil e na Previ.

Sempre fomos vistos como bons servidores de uma grande empresa que foi para nós uma excelente escola de contabilidade, administração e direito. Embranquecemos nossas cabeças, ajudando a construir, tanto do ângulo moral quanto do ponto de vista econômico-financeiro, esses colossais empreendimentos que são hoje o BANCO DO BRASIL e a PREVI,

Outras empresas e outros profissionais podem ter nos igualado, e até superado, em diversos aspectos; mas cumprimos nossa missão e não podemos nos calar diante do descaso por direitos nossos, adquiridos através da estrita observação da letra da Lei. Não é possível renunciar a isso, sem ofendermos nossa própria consciência, porque foi justo nas instruções da direção do Banco que fortalecemos nossos conceitos de obediência às regras do bom desempenho profissional.

Contudo, um clamor indignado se agita e cresce hoje na alma conjunta dos aposentados da PREVI. Cansados da batalha da vida, acordamos agora para protestar com força contra a imposição de resoluções polêmicas em cima de leis e estatutos límpidos, como vêm afirmando homens de notável saber jurídico, advogados ou não.

Não é um bando de irresponsáveis que se insurge agora contra o que vem ocorrendo em relação aos superávits da PREVI. Este blog pretendeu dar um nome a esse movimento: “A GUERRA DOS CABEÇAS BRANCAS”. O presidente da AAPREVI, MARCOS CORDEIRO DE ANDRADE, alertou sobre a inconveniência de nomearmos assim um movimento que não se pretende beligerante. Correto. A nenhum de nós agrada a idéia de ir à guerra contra o patrocinador de nossa caixa de previdência, em busca de direitos ameaçados, em pleno tempo do primado das democracias.

Ninguém deve perder a serenidade no trato de uma questão complicada como essa. Mas é também verdade que a situação assume as características de uma formidável batalha que não nasceu da vontade dos aposentados, a parte notoriamente ofendida e lesada. Ex-funcionários capacitados, juristas, economistas, vêm denunciando irregularidades constantes na construção desse processo autoritário de distribuição das sobras de caixa da Previ. A responsabilidade por esse estado de insurreição só pode ser debitada aos três gigantes opressores que não admitem entendimentos democráticos, transparentes, justos. Afinal de contas, a parte prejudicada entende de contabilidade e sabe em que coluna efetuar o lançamento correto…

Embora pertença também ao grupo que se julga desrespeitado em seus direitos, o autor deste texto vem procurando observar o cenário com toda isenção possível. Infelizmente, no entanto,  não lhe tem sido possível compreender a atitude do Banco e da Previ. Estamos acostumados à história, desde os tempos da CONTA MOVIMENTO, da extração da SUPERINTENDÊNCIA DA MOEDA E DO CRÉDITO (SUMOC) para formação do BANCO CENTRAL; da tentativa de sucateamento do BANCO DO BRASIL, pelos privatistas; das manobras de porão para envol-vimento da PREVI no consórcio preferido pelos detestáveis da República, na questão da VALE. Sempre foram razões de governo. Nunca de estado. Os governos sempre intentaram fazer uso político do Banco. Os funcionários sempre protestaram, sempre reagiram às intenções de desvio dos propósitos fundamentais da Instituição.

O que se consegue perceber, nessa possibilidade de observação imparcial dos fatos? Ora, o Banco, dito patrocinador, embora já agora patrocinado, deve ser também, acima de tudo, o grande pacificador das divergências internas que nos atormentam. Com extrema inteligência e sabedoria superior, assim se comportava a Direção Geral, nos bons tempos em que se preocupava principalmente com o fomento das atividades agroindustriais, com a distribuição da riqueza nacional, com a geração de oportunidades para empreendedores e, também, para seus funcionários, e não apenas com o lucro, a qualquer custo.

Naquele tempo, privilegiava-se o profissional mais antigo, experiente. A instituição era firme, sólida, acreditada. Errávamos, também. Não sabíamos atender bem à clientela, é verdade; mas a força moral da empresa sobrepunha-se a tudo. Com os ventos do liberalismo político-econômico, o Banco começou a valorizar os servidores mais novos e a encostar os mais antigos. Provavelmente, teve início aí uma ruptura, ou um distanciamento, entre as duas gerações de funcionários, até que, nos dias de hoje, os cabeças brancas chegam a se sentir como o lixo descartável de que o Banco simplesmente quer se ver livre. Contraditoriamente, o atual governo, de onde emana essa política sagaz e deletéria, não percebe que, aos poucos, vai se entregando à voracidade dos que torcem pelo desmantelamento da Instituição, para oferecê-la ao capital privado… a preço de banana.

O Banco erra lamentavelmente, nessa política impositiva e divisionista, calcada na força de seu gigantismo. Golias se deu mal. Aquiles também tem calcanhar. “Todo reino dividido contra si mesmo não subsiste”. Os aposentados começam a falar em direcionar seus interesses para outros bancos. Associações que já não privam da confiança de seus associados poderão assistir a uma grande debandada para outra entidade mais capaz de traduzir melhor as expectativas dos insatisfeitos. O GRITO DOS CABEÇAS BRANCAS já não tarda em se espalhar pela Internet (blogs, twiter e orkut) e chegar até as lideranças do sistema financeiro internacional. Não demora, e também entrará no assunto a grande imprensa, privatista por excelência e que nunca morreu de amores pelo Banco.

E o que faz o Banco? Simplesmente exige o cumprimento da Resolução 026 e se fecha em um mutismo incompreensível! Ora, instituições fechadas, autoritárias, geram desconfiança. Como então não compreender o estado geral de indignação que se instalou entre os que se julgam prejudicados? Por que razão não merecemos informações detalhadas e explicações claras? Há como falar em negociação sem exibição prévia dos números que caberiam aos assistidos? Se o patrocinador deseja reter para si, metade do superavit, aos associados deve ser proposta, igualmente, e no mínimo, a metade do direito que têm.  Mais 20%, apenas, parece longe disso!  E por que não um teto, que deveria ter existido desde a concessão do Renda Certa, para limitar dentro dos recursos disponíveis os valores a serem retornados tanto aos assistidos como ao Banco? Passando por cima de tudo isso, Governo, Banco e Previ não estarão promovendo uma cizânia e uma consequente indigestão nos próprios intestinos? Quando, e onde mais, neste planeta, é possível desrespeitar homens de cabeça branca que apenas reivindicam direitos amplamente julgados legítimos? Um desarranjo de tal porte, não abalaria a grande construção moral e econômico-financeira que devemos todos preservar e fazer crescer?  Estaríamos então assistindo aos primeiros movimentos de desmanche de um imenso sistema bancário que vai se firmando como um dos maiores do planeta?

É sempre sob os escombros da ganância que sucumbem os grandes impérios…

Senhores do poder, não subestimem a capacidade de reação dos aposentados da PREVI – e de seus dependentes, que acabarão entrando na luta, com a força de sua juventude, inteligente e hábil no manejo dos canais eletrônicos de informação. Não se esqueçam também da força da língua da imprensa. Ainda há tempo de fazer alguma coisa para evitar o pior? Então, é melhor  fazer…

PAULO MOTTA

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A GUERRA DOS CABEÇAS BRANCAS

A indignação que emana dos comentários mais irados, no blog de Marcos Cordeiro, sinto-a como um brado valente, capaz de derrubar resoluções espúrias e sem viço suficiente para impressionar as mentes lúcidas do direito universal. Ainda quando demasiado agressivos, nascem eles, aqueles comentários, do cansaço dos mais dedicados profissionais com que o banco pôde contar em sua história. Temos certeza absoluta de que todas as gerações de funcionários passadas pelo Banco, se estivessem aqui, agora, estariam gritando conosco em um formidável coro de vozes revoltadas. Seria o protesto ensurdecedor de milhares e milhares de profissionais formados em uma escola de ética e administração de muito boa qualidade. Daí nossa tolerância zero com todo aquele que agora dá eco à voz autoritária do Banco e da Previ.

Como entender o Banco, o Banco do Brasil que projetava no país inteiro aquela imagem sólida de uma entidade séria que a maioria de nós conhece desde a juventude? Como compreender aquela gigantesca instituição que tanto atraia a admiração da sociedade brasileira subindo agora no arcabouço enjambrado de uma norma administrativa totalmente desacreditada, para fazer valer um direito que positivamente não tem?

Ora, quem baixou a cabeça nas instruções da Direção Geral e trabalhou honestamente, ajudando a crescer uma entidade que servia ao desenvolvimento da economia brasileira, nos bons tempos em que o Banco ainda não corria com voracidade atrás de lucro, quem aprendeu que a corrupção não compensa e jamais transigiu com o desrespeito à coisa pública; quem forjou seu código moral no aço das mais puras intenções profissionais, não consegue tolerar essa atitude tortuosa dos que fazem o jogo dos coronéis de gravata, aqueles que agora silenciam suas consciências na defesa infeliz de um documento inequivocamente dirigido para produzir um direito ilegítimo. É muito difícil que essa nossa gente de cabelos brancos aceite silente, comportada, um procedimento tão claramente ilegal da parte dos poderosos de hoje.

Positivamente, o Banco não deveria estar agora exigindo que tudo isso passe pela garganta rasa da 026 e não haja mais conversa. Antes, diante da grita geral daqueles que ele próprio selecionou um dia dentro de critérios e exigências rigorosos, o Banco precisaria provar para todos nós a tese de que a tal resolução nasce de conceitos de justiça e direito inquestionavelmente legítimos. Não nasce! Afirmamos isso e, graças ao Marcos Cordeiro, já podemos citar Egardo Rego e José Aristophanes. Pemitamo-nos aqui uma pitada de ingenuidade e concedamos até que não haja má fé alguma na elaboração daquele instrumento para-jurídico. Acreditemos que seus criadores entendam sinceramente que o fato de o direito reclamado pelo patrocinador não estar previsto no estatuto da Previ não significa nada. Valeria então o argumento do juiz Waldemar de que, se o patrocinador poderia ser chamado a participar de um eventual deficit igualmente possui o direito legítimo de tomar parte também no superavit. Neste raciocínio, passamos do condicional ao presente, nos modos verbais. Vale dizer: do suposto, deduzimos o concreto. Às vezes, isso leva a conclusões acertadas. Neste caso, porém, está claro que não. O raciocínio está forçado. É um sofisma. Os aportes financeiros do Banco à Previ eram doações, não empréstimos. Parece que o psiquismo das instituições funciona como o dos indivíduos. Em um e outro, procedimentos repetitivos, posturas padronizadas, condicionam pontos de vista dificilmente reversíveis. Por viver de empréstimos, o Banco deve achar que tudo é empréstimo. Por não ser mais uma entidade que existe apenas para promover a distribuição da riqueza e o desenvolvimento econômico, agora só pensa em lucro, a ponto de pretender apropriar-se até do alheio? Pode ser um caso para psicanálise de pessoa jurídica, se isso existe. Dói-me fazer esse tipo de crítica. Sempre vi o Banco com outros olhos. Embora nunca tenha sido um funcionário brilhante, sempre me orgulhei de pertencer a seu quadro de servidores. Sempre o vi como uma organização rebelde, resistente às intromissões meramente políticas de governos de esquerda e de direita, como deve exigir sua natureza mista, que tem de dar satisfações não apenas ao Estado, como ainda aos acionistas minoritários.

Daí a grande decepção que nos consome agora, aposentados e demais prejudicados por essa infame Resolução 026. Daí que vamos à guerra! A guerra dos cabeças brancas. Nossas armas são a decência, o direito e a solidariedade. E é justamente nas idades em que nos encontramos que esses torpedos funcionam com potência máxima! Com nossas imensas e combativas coortes e com o temível arsenal de que dispomos não podemos mais nos acomodar…

Paulo Roberto Brandão da Motta

superavitsprevi.wordpress.com

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A GUERRA DOS CABEÇAS BRANCAS

A GUERRA DOS CABEÇAS BRANCAS

A indignação que emana dos comentários mais irados, no blog de Marcos Cordeiro, sinto-a como um brado valente, capaz de derrubar resoluções espúrias e sem viço suficiente para impressionar as mentes lúcidas do direito universal. Ainda quando demasiado agressivos, nascem eles, aqueles comentários, do cansaço dos mais dedicados profissionais com que o banco pôde contar em sua história. Temos certeza absoluta de que todas as gerações de funcionários passadas pelo Banco, se estivessem aqui, agora, estariam gritando conosco em um formidável coro de vozes revoltadas. Seria o protesto ensurdecedor de milhares e milhares de profissionais formados em uma escola de ética e administração de muito boa qualidade. Daí nossa tolerância zero com todo aquele que agora dá eco à voz autoritária do Banco e da Previ.

Como entender o Banco, o Banco do Brasil que projetava no país inteiro aquela imagem sólida de uma entidade séria que a maioria de nós conhece desde a juventude? Como compreender aquela gigantesca instituição que tanto atraia a admiração da sociedade brasileira subindo agora no arcabouço enjambrado de uma norma administrativa totalmente desacreditada, para fazer valer um direito que positivamente não tem?

Ora, quem baixou a cabeça nas instruções da Direção Geral e trabalhou honestamente, ajudando a crescer uma entidade que servia ao desenvolvimento da economia brasileira, nos bons tempos em que o Banco ainda não corria com voracidade atrás de lucro, quem aprendeu que a corrupção não compensa e jamais transigiu com o desrespeito à coisa pública; quem forjou seu código moral no aço das mais puras intenções profissionais, não consegue tolerar essa atitude tortuosa dos que fazem o jogo dos coronéis de gravata, aqueles que agora silenciam suas consciências na defesa infeliz de um documento inequivocamente dirigido para produzir um direito ilegítimo. É muito difícil que essa nossa gente de cabelos brancos aceite silente, comportada, um procedimento tão claramente ilegal da parte dos poderosos de hoje.

Positivamente, o Banco não deveria estar agora exigindo que tudo isso passe pela garganta rasa da 026 e não haja mais conversa. Antes, diante da grita geral daqueles que ele próprio selecionou um dia dentro de critérios e exigências rigorosos, o Banco precisaria provar para todos nós a tese de que a tal resolução nasce de conceitos de justiça e direito inquestionavelmente legítimos. Não nasce! Afirmamos isso e, graças ao Marcos Cordeiro, já podemos citar Egardo Rego e José Aristophanes. Pemitamo-nos aqui uma pitada de ingenuidade e concedamos até que não haja má fé alguma na elaboração daquele instrumento para-jurídico. Acreditemos que seus criadores entendam sinceramente que o fato de o direito reclamado pelo patrocinador não estar previsto no estatuto da Previ não significa nada. Valeria então o argumento do juiz Waldemar de que, se o patrocinador poderia ser chamado a participar de um eventual deficit igualmente possui o direito legítimo de tomar parte também no superavit. Neste raciocínio, passamos do condicional ao presente, nos modos verbais. Vale dizer: do suposto, deduzimos o concreto. Às vezes, isso leva a conclusões acertadas. Neste caso, porém, está claro que não. O raciocínio está forçado. É um sofisma. Os aportes financeiros do Banco à Previ eram doações, não empréstimos. Parece que o psiquismo das instituições funciona como o dos indivíduos. Em um e outro, procedimentos repetitivos, posturas padronizadas, condicionam pontos de vista dificilmente reversíveis. Por viver de empréstimos, o Banco deve achar que tudo é empréstimo. Por não ser mais uma entidade que existe apenas para promover a distribuição da riqueza e o desenvolvimento econômico, agora só pensa em lucro, a ponto de pretender apropriar-se até do alheio? Pode ser um caso para psicanálise de pessoa jurídica, se isso existe. Dói-me fazer esse tipo de crítica. Sempre vi o Banco com outros olhos. Embora nunca tenha sido um funcionário brilhante, sempre me orgulhei de pertencer a seu quadro de servidores. Sempre o vi como uma organização rebelde, resistente às intromissões meramente políticas de governos de esquerda e de direita, como deve exigir sua natureza mista, que tem de dar satisfações não apenas ao Estado, como ainda aos acionistas minoritários.

Daí a grande decepção que nos consome agora, aposentados e demais prejudicados por essa infame Resolução 026. Daí que vamos à guerra! A guerra dos cabeças brancas. Nossas armas são a decência, o direito e a solidariedade. E é justamente nas idades em que nos encontramos que esses torpedos funcionam com potência máxima! Com nossas imensas e combativas coortes e com o temível arsenal de que dispomos não podemos mais nos acomodar…

Paulo Roberto Brandão da Motta

superavitsprevi.wordpress.com

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